Farinha de linhaça: saiba como colocar na dieta e os benefícios
O ingrediente é rico em ômega-3 e pode ser substituto da farinha de trigo na produção de alimentos
A semente de linhaça tem ganhado espaço na rotina de quem busca uma alimentação mais equilibrada. Mas, a partir dela, é possível produzir um novo produto: a farinha.
Feita a partir da moagem das sementes, ela concentra nutrientes importantes com propriedades anti-inflamatórias.
Por si só, a linhaça já é considerada um alimento funcional – aqueles que potencialmente trazem benefícios à saúde –, mas o interesse pela farinha cresce ainda mais pela versatilidade do produto na cozinha.
Com um sabor descrito como agradável, pode ser usado em diferentes preparações para aumentar o valor nutricional dos alimentos.
Farinha de linhaça na dieta
Quando a linhaça é transformada em farinha, o céu é o limite. Há inúmeras formas de usá-la para preparar alimentos, sobretudo em substituição ou complemento à farinha de trigo em receitas de pães, massas e bolos.
Aos doceiros, também é possível usá-la na preparação de biscoitos, cereais e outros doces.
A quantidade de farinha de linhaça varia de receita para receita. Mas, caso queira apenas enriquecer o preparo com o produto, é comum utilizar de 5 a 15 gramas de farinha para cada 100 gramas do alimento que está sendo preparado.
Quando utilizada no pão, estudos indicam que a farinha de linhaça aumenta a absorção de água e deixa o miolo mais macio. Dependendo da quantidade utilizada, a massa pode ganhar uma cor mais escura.
Já em hambúrgueres – produtos industrializados conhecidos pelo excesso de gorduras saturadas –, pesquisas indicam que a substituição parcial do toucinho de porco pela farinha de linhaça elevou os níveis de ômega-3, além de ter reduzido o teor de gorduras saturadas e do valor calórico.
Benefícios da linhaça
Entre os vegetais, a linhaça está entre os mais ricos em ácidos graxos poli-insaturados ligados ao ômega-3, algo preservado na farinha. Esses compostos podem contribuir para a redução do risco de doenças crônicas e degenerativas.
Em pacientes obesos, um estudo indicou que a inserção da farinha de linhaça na dieta esteve associada à redução de inflamações.
As fibras presentes na linhaça também chamam a atenção. Em 100 gramas da semente, há quase 35 gramas de fibras, substâncias relacionadas à saciedade e ao bom funcionamento do intestino.
Elas também são associadas a benefícios contra doenças cardiovasculares e auxiliam na moderação do apetite ao retardar o esvaziamento do estômago.
Há bastante presença de proteínas e carboidratos na linhaça, além de grandes quantidades de cálcio, magnésio, fósforo e potássio. Esses valores, no entanto, estão na semente íntegra, e parte desses minerais se perde com o processamento dela em farinha.





