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Frutas contra o diabetes

O consumo de pelo menos duas porções por dia pode reduzir o risco de desenvolver a doença

Por Goretti Tenorio 27 jul 2021, 12h27
foto de maçã ao lado de glicosímetro e caneta de insulina
Consumo regular de frutas reduz risco de diabetes. Ingestão fracionada por quem já tem a doença também é bem-vinda. (Foto: GI/Getty Images)
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A descoberta vem da Universidade Edith Cowan, na Austrália, onde foi analisada a relação entre ingestão de frutas e presença de diabetes entre 7 675 pessoas. Após cinco anos de acompanhamento, na turma em que o alimento fazia parte do cardápio, houve redução de 36% no risco de a doença dar as caras.

Nesses indivíduos, notou-se uma melhor sensibilidade à insulina, o que se traduz em maior capacidade de as células retirarem o açúcar do sangue e transformá-lo em energia.

“Quem come mais frutas costuma ter uma dieta mais saudável, o que ajuda na prevenção”, diz a nutricionista Maristela Strufaldi, da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). “E elas contêm antioxidantes, o que eleva nossa capacidade anti-inflamatória e traz melhoras metabólicas.”

LEIA TAMBÉM: Diabéticos podem consumir qualquer tipo de fruta?

Vale para o suco?

Os pesquisadores australianos frisam: não foram observados os mesmos benefícios em relação ao suco de fruta. Uma das explicações é que, quando in natura, o alimento carrega uma maior quantidade de fibras.

“Elas reduzem o índice glicêmico, ou seja, reduzem a velocidade de absorção e transformação da frutose em glicose na corrente sanguínea”, explica Maristela. Além disso, no preparo da bebida usamos um número maior de frutas por porção — um copo de suco de laranja, por exemplo, leva em torno de quatro ou cinco unidades. “Então a carga de carboidrato dispara, podendo promover um pico glicêmico”, aponta a nutricionista da SBD.

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E quem já tem o problema?

Aí a dica é comer as frutas fracionadas ao longo do dia e não exagerar nas porções. “Para reduzir a carga glicêmica, uma estratégia é consumi-las com alimentos proteicos, como queijos, fontes de fibras, como aveia, ou de gorduras saudáveis, como castanhas”, orienta a nutricionista Leticia Fuganti Campos, de Curitiba.

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