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Histidina: para que serve esse aminoácido e quando suplementar

Conhecido por ser o precursor da histamina, que regula as reações alérgicas, aminoácido essencial também exerce outras funções no corpo

Por Maurício Brum 2 Maio 2026, 05h00 | Atualizado em 5 Maio 2026, 10h45
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Melhor forma de obter os aminoácidos que o corpo precisa é investindo em alimentos ricos em proteínas (Freepik/Freepik)
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A histidina é um dos nove aminoácidos essenciais que o corpo humano não produz e, consequentemente, precisa ser obtida através da alimentação. Com diversas funções para o bom funcionamento do organismo, costuma ser relativamente fácil atingir os níveis adequados desse aminoácido por meio de refeições equilibradas com boa presença de alimentos ricos em proteínas.

Por isso, sua suplementação – que costuma ser encontrada com o nome de l-histidina – não costuma ter indicações consolidadas. Apesar de estudos tentarem demonstrar benefícios de uma dose extra da histidina para algumas condições de saúde, as evidências de que isso pode fazer diferença, por enquanto, não são robustas.

Para que serve a histidina? Preciso suplementar?

A exemplo do que ocorre com os demais aminoácidos, a histidina tem um papel importante na síntese de proteínas, o que também repercute na formação de tecidos musculares. Ela atua ainda na saúde neurológica, tanto na formação quanto na manutenção dos neurônios.

Uma das grandes famas da histidina é sua atuação como precursora de histamina, que atua em respostas imunológicas e – se não estiver devidamente regulada – também está por trás de reações alérgicas, ao identificar erroneamente substâncias corriqueiras como ameaças potenciais ao corpo.

É tão atípico ter deficiência de histidina que, por muito tempo, pensou-se que a histidina era um aminoácido não essencial para adultos (isto é, produzido pelo próprio corpo, sem necessidade de ser obtido pela alimentação). Ela era considerada “condicionalmente essencial” para crianças.

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Atualizações no entendimento passaram a definir esse aminoácido como essencial em todos os casos. Ainda assim, é tão fácil garantir níveis suficientes pelo prato de comida que o conhecimento científico atual não conseguiu atestar benefícios (ou necessidade) de suplementação.

Onde encontrar?

Quando o assunto são aminoácidos, não há dúvida: a histidina e outros integrantes dessa lista estão presentes em alimentos ricos em proteínas, o que inclui carnes, laticínios, ovos, leguminosas e oleaginosas.

Se você ingere quantidades adequadas de proteína na sua alimentação cotidiana, não costuma haver necessidade de suplementar a histidina ou qualquer outro aminoácido, salvo em casos extremamente específicos que ainda não são consensuais entre os pesquisadores. Para não desperdiçar dinheiro, nunca recorra a uma dose extra sem a devida orientação médica para seu caso individual.

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