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Peito de peru: 3 pontos para entender por que ele não é saudável

É verdade que ele costuma ter menos gordura do que um presunto, mas produto que já foi visto como alternativa "fit" ainda é um embutido que requer cuidados

Por Maurício Brum 30 jul 2025, 12h33 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h37
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Peito de peru tem muito sódio e é repleto de conservantes (valeria_aksakova/Freepik)
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O peito de peru já foi visto como uma alternativa saudável no universo dos embutidos, graças ao menor teor de gordura na comparação com opções tradicionais como presuntos, apresuntados, mortadela ou salaminhos fatiados, por exemplo. Mas essa história mudou.

Sim, o peito de peru é uma fonte de proteína com menos gorduras. Mas ser mais magro não o torna necessariamente “saudável”.

Novas preocupações com a saúde que vão muito além da simples contagem de gorduras começaram a incluir esse produto na lista daqueles que devem ser evitados. Mas você sabe por que a visão sobre o peito de peru mudou?

Entenda melhor.

1. É um ultraprocessado

O passado como um alimento “fit” pode enganar, mas o peito de peru é um produto que passa por uma série de fases na indústria para ganhar o formato que você conhece: nesse processo, são adicionados conservantes, realçadores de sabor, corantes e outros compostos que ajudam a dar um aspecto e aroma mais interessantes.

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Quanto menos um produto conserva da sua forma original, mais processado ele é considerado. O peito de peru, como os produtos que ele busca substituir, acaba entrando na categoria dos ultraprocessados, que são associados ao aumento de risco de uma série de problemas de saúde.

+Leia também: 5 pontos para entender a relação entre ultraprocessados e doenças crônicas

2. Tem altos teores de sódio

Entre os compostos adicionados para dar sabor e aumentar a vida útil na prateleira, estão substâncias ricas em sódio, que vão além do próprio sal. Por vezes, o peito de peru chega a ter mais sódio que um presunto, inclusive — mas, nesse caso, tudo depende da fórmula específica de cada marca.

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O excesso de sódio na dieta comprovadamente aumenta o risco de uma série de doenças cardiovasculares, que podem culminar, no longo prazo, em complicações fatais como um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).

3. Está ligado ao câncer colorretal

O peito de peru faz parte do grupo de “carnes processadas”, identificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como tendo uma ligação importante com o aumento da incidência de câncer colorretal – uma doença que tem crescido no mundo entre adultos jovens.

O que fazer para substituir?

A melhor pedida para a sua saúde é evitar embutidos e carnes processadas. Vale fazer um esforço para trocar o peito de peru, por exemplo, por atum ou carne de frango desfiada, preferencialmente preparando em casa — para tornar a textura mais agradável, é possível tentar fazer uma “pasta” com ingredientes saudáveis, como queijo cottage e azeite de oliva.

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Mas é claro que essa opção nem sempre é a mais prática.

Afinal, uma das vantagens do peito de peru e outros embutidos é justamente a rapidez na hora de fazer uma receita, como um sanduíche ou um wrap. Nem sempre será possível evitá-lo. A chave, então, é a moderação: evite incluí-lo diariamente nas refeições, e vá reduzindo aos poucos enquanto cria novos hábitos alimentares e descobre novas receitas.

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