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Suplementos de fibras: vale a pena investir neles?

As fibras são indispensáveis para a nossa saúde, mas dose extra “por fora” da alimentação tem indicações bem específicas que não são para todo mundo

Por Maurício Brum 23 abr 2026, 19h58 | Atualizado em 5 jun 2026, 08h38
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Fibras são importantes para a saúde, mas suplementação não deve vir antes da adequação alimentar (Freepik/Freepik)
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Depois da febre da proteína, a nova moda é a fibra. Cada vez mais produtos chegam ao mercado com um a dose extra de fibras e, para responder ao interesse crescente, também vêm ganhando popularidade os suplementos desse tipo de nutriente.

Não há dúvidas de que as fibras são importantíssimas para nosso corpo: elas têm função primordial no funcionamento intestinal, colaboram com a saciedade, e ajudam até mesmo na regulação dos níveis de glicose e colesterol no organismo. Além disso, muita gente não consome fibras suficientes no dia a dia, resultado de uma dieta rica em ultraprocessados.

Com essa descrição, pode até parecer que os suplementos de fibras são uma boa pedida para você. Mas não é bem assim: o excesso também traz problemas, e muita gente consegue chegar aos níveis adequados apenas pela alimentação, desde que faça um esforço para adequar o que coloca no prato de comida.

Entenda melhor quando a suplementação de fibras pode entrar em jogo e por que você não deve exagerar na dose.

Quem pode precisar de suplementos de fibras

Como ocorre com qualquer suplemento, pode ser necessário obter uma dose extra de fibras quando não é possível ingeri-las em quantidade suficiente só através da comida. Ou seja: essa suplementação costuma ser desnecessária para adultos saudáveis que não têm restrições alimentares.

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Pessoas que podem se beneficiar dessa suplementação incluem aquelas com problemas digestivos crônicos que afetam a absorção de nutrientes ou a motilidade intestinal. Indivíduos com casos rotineiros de constipação ou diarreia, como em casos de síndrome do intestino irritável (SII), podem ser candidatos a tomar suplemento de fibras.

Devido à capacidade das fibras de auxiliar na regulação dos níveis de glicose e colesterol, pessoas com diabetes e hipercolesterolemia podem receber indicação de suplementos de forma complementar ao tratamento, embora a primeira linha de ação (além dos medicamentos) costume ser a adequação alimentar.

A suplementação de fibras também costuma ser uma alternativa para idosos, que tendem a sofrer mais com uma redução na motilidade intestinal, ou pessoas com neurodivergências que impactam nas preferências alimentares e podem levar a um consumo excessivo de produtos pobres nesse nutriente.

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+Leia também: Intestino preso: 5 novas recomendações da ciência para melhorar a constipação

Evite excessos e priorize sempre os alimentos

Se você não se enquadra nos casos descritos acima, porém, é improvável que a suplementação de fibras seja imprescindível. A maioria das pessoas tem indicação de readequar o que coloca no prato de comida para obtê-las naturalmente, o que passa por aumentar a ingestão de frutas, vegetais e leguminosas – e reduzir o consumo de ultraprocessados, famosamente pobres nesse tipo de nutriente.

Embora suplementar fibras pareça uma “solução fácil” para uma dieta que não conta com elas em quantidade suficiente, isso também é contraindicado porque, sem uma reeducação alimentar, sua dieta também acaba sendo pobre em vitaminas e minerais, por exemplo. Um suplemento resolve só uma das carências, enquanto a alimentação equilibrada combate diversos problemas de uma só vez.

Apenas pela alimentação, costuma ser muito difícil extrapolar a dose diária indicada de fibras, já que a própria saciedade produzida por elas acaba prevenindo que você vá além da conta. Mas, com um suplemento “por cima” da alimentação, a coisa muda de figura. O excesso de fibras pode causar exatamente o efeito oposto ao desejado, aumentando episódios de prisão de ventre, inchaço e diarreia, dependendo do caso.

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