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Transtorno alimentar grave é altamente genético

Estudo avaliou quase 17 mil pares de gêmeos para entender a origem da rejeição à comida

Por Thaís Manarini 2 abr 2023, 09h36
transtorno alimentar restritivo evitativo
Tare costuma começar na infância, e pode acompanhar o indivíduo ao longo da vida. (Foto: David Malan/GI/Getty Images)
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Reconhecido oficialmente em 2013, o transtorno alimentar restritivo evitativo, conhecido como Tare, é marcado por uma redução drástica na ingestão de comida.

Isso pode ter a ver com uma aversão a certas características dos alimentos — como textura, cor e aparência — ou medo de reações como engasgo.

Pois uma equipe do Instituto Karolinska, na Suécia, notou, em estudo com gêmeos, que 79% do risco de desenvolver o distúrbio tem a ver com a genética.

“A herdabilidade do Tare é maior do que a de outros transtornos muito conhecidos, como anorexia e bulimia”, conta a psiquiatra Christina Almeida Santos, membro da Academy for Eating Disorders.

“Essa descoberta permite a implantação de protocolos de rastreio de parentes próximos de quem tem Tare”, vislumbra a médica.

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+ Leia também: Os 12 principais tipos de transtorno alimentar, de anorexia a compulsão

transtorno alimentar restritivo evitativo
(Arte Veja Saúde/SAÚDE é Vital)

Sinais de atenção

Segundo Christina Santos, que também é coordenadora da ATA — Atenção aos Transtornos Alimentares, em São José dos Pinhais (PR), o diagnóstico do Tare ocorre diante da incapacidade de a criança ou o adulto terem um padrão alimentar mínimo para garantir ganho de peso e altura compatíveis com sexo e idade.

Além disso, há fraqueza, dificuldade de concentração e ausência de menstruação. “Também se percebe um prejuízo na socialização”, alerta a psiquiatra.

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