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Vitaminas para idosos: quais são indicadas e quanto tomar

Micronutrientes, como vitaminas e minerais, podem exigir suplementação na terceira idade, mas isso precisa ser feito com orientação médica

Por Maurício Brum 20 jan 2026, 13h27 | Atualizado em 20 jan 2026, 13h29
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Mudança das necessidades nutricionais e da capacidade de absorção pode exigir suplementos novos na terceira idade (Freepik/Freepik)
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Conforme envelhecemos, as necessidades de nosso corpo mudam. Em termos nutricionais, não é diferente: algumas vitaminas e minerais podem se tornar necessárias em maior quantidade do que antes, devido a novas exigências do organismo ou a uma dificuldade de absorvê-las com a mesma eficiência do que no passado.

Embora a indicação dos médicos e nutricionistas seja priorizar a obtenção de nutrientes através da alimentação, em alguns casos pode ser necessário recorrer à suplementação na terceira idade.

Confira abaixo algumas das vitaminas e minerais que costumam entrar na lista de recomendações para idosos. Mas não esqueça: a suplementação deve ser feita sempre sob orientação profissional.

+Leia também: Multivitamínicos: suplementos são essenciais ou supérfluos?

Suplementos mais indicados

Algumas das vitaminas e minerais que podem demandar suplementação com o envelhecimento são:

Vitamina D: entre outras funções, ela ajuda a regular o cálcio e fósforo no corpo, o que a torna fundamental para a saúde óssea, dentária e muscular, estruturas que se degradam com a idade. A suplementação de vitamina D é uma das mais recorrentes para idosos, e costuma ser indicada mesmo sem exames para verificar a deficiência. Mas não suplemente por conta própria: uma dose excessiva pode levar à hipervitaminose, também nociva.

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Vitamina B12: ela é importante para formar células sanguíneas e para a saúde do sistema nervoso. Embora possa ser obtida mais facilmente pela alimentação quando somos jovens, a capacidade de absorção se reduz com a idade, o que pode demandar suplementação para fugir da deficiência. A B12 é a mais comum, mas o mesmo pode ocorrer com outras vitaminas do complexo B, como a tiamina (B1), conforme avaliação médica.

Vitamina A: a deficiência desse nutriente pode causar decréscimos na visão, além de acentuar os impactos do envelhecimento. Em geral, é possível obter níveis adequados pela alimentação, mas alguns casos podem exigir suplementação.

Cálcio: mineral famoso por formar e manter os ossos e dentes, ele é essencial para reduzir o risco de fraturas. O envelhecimento produz uma degradação natural dos músculos e ossos, exigindo uma atenção extra com esse nutriente.

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Zinco: a falta desse mineral piora a capacidade do organismo em combater infecções e está associada a declínios cognitivos. A suplementação é recorrente em pessoas mais velhas, mas uma boa avaliação é necessária para evitar doses erradas ou interações indesejáveis com medicamentos.

Ferro: a anemia ferropriva é um problema comum da terceira idade, por inúmeras questões de saúde que podem aparecer nessa fase da vida e prejudicar a absorção do nutriente ou provocar perdas de sangue, por exemplo. Quando não é possível reforçar a ingestão de ferro pelo prato de comida, suplementos podem entrar em cena.

Não use sem orientação médica

Há vários casos em que a suplementação de nutrientes pode ser bem-vinda na terceira idade. Mas, mesmo quando ela é indicada, isso nunca deve ser feito sem a devida orientação profissional: mais do que determinar o tipo de vitamina ou mineral que o corpo precisa, a dosagem indicada pode variar conforme a idade, a saúde geral da pessoa e a própria dieta que ela mantém.

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Lembre-se: embora sejam fundamentais para a saúde, muitos suplementos, inclusive as vitaminas, podem se tornar danosos ao corpo quando consumidos em níveis exagerados.

Visite um médico para realizar os exames necessários e avaliar quais são, efetivamente, as necessidades de suplementação que seu corpo demanda. E conte com a ajuda de um nutricionista para elaborar um bom plano alimentar capaz de garantir que a maior parte dos nutrientes continue vindo do prato de comida.

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