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O erro que deixa seu rosto ainda mais oleoso (e como evitar)

Estudos mostram que a desidratação da pele provoca efeito rebote de oleosidade e compromete a barreira cutânea

Por Flávia Alvim Sant Anna Addor, dermatologista, via Brazil Health* 10 fev 2026, 17h51
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Cuidar da pele oleosa não precisa ser complicado nem exige muitos passos de skincare (Foto: Freepik/Divulgação)
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Um dos mitos mais comuns nos cuidados com a pele é a ideia de que quem tem pele oleosa deve evitar hidratantes. Esse erro, bastante difundido, acaba agravando justamente aquilo que se tenta controlar.

Dermatologistas alertam que oleosidade e hidratação são conceitos diferentes – e que a falta de água na pele pode desencadear um aumento ainda maior da produção de sebo.

Oleosidade não é sinônimo de pele hidratada

A oleosidade está relacionada à atividade das glândulas sebáceas, responsáveis pela produção de sebo. Já a hidratação diz respeito ao teor de água presente na pele e à integridade da barreira cutânea. Ter pele oleosa não significa, portanto, que ela esteja adequadamente hidratada.

Evidências científicas mostram que a desidratação da pele leva à disfunção da barreira cutânea, aumentando a perda de água transepidérmica. Em resposta a esse desequilíbrio, são ativados mecanismos compensatórios, entre eles o aumento da produção de sebo.

Esse fenômeno é conhecido como efeito rebote e explica por que muitas pessoas percebem a pele ainda mais oleosa após o uso excessivo de produtos secativos.

+Leia também: Pele oleosa: 7 dicas para cuidar bem dela

O impacto do uso excessivo de produtos adstringentes

O uso frequente de sabonetes agressivos, tônicos adstringentes e tratamentos excessivamente secativos pode remover lipídios essenciais da pele. Estudos dermatológicos indicam que esse desequilíbrio favorece inflamação subclínica, sensibilidade cutânea e piora de quadros, como a acne.

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Além disso, a pele desidratada torna-se mais vulnerável a irritações, descamação e até envelhecimento precoce. A tentativa de “secar” a pele acaba criando um ciclo vicioso: quanto mais se remove a proteção natural, mais o organismo tenta compensar produzindo óleo.

Hidratação adequada é parte do tratamento

A ciência dermatológica atual é clara ao afirmar que hidratar a pele oleosa não só é seguro, como necessário. O segredo está na escolha dos produtos corretos. Hidratantes com textura leve, formulações livres de óleo, não comedogênicas e específicas para peles oleosas ajudam a manter o equilíbrio hídrico sem obstruir os poros.

Ativos como ácido hialurônico, glicerina e ceramidas contribuem para a retenção de água e a restauração da barreira cutânea, reduzindo a inflamação e, consequentemente, a produção excessiva de sebo. Estudos mostram que a hidratação regular melhora a tolerância da pele a tratamentos antiacne e reduz efeitos colaterais como ressecamento e descamação.

Hidratar não é o oposto de tratar a oleosidade – é parte fundamental do tratamento. Quando a pele está equilibrada, ela se defende melhor, produz menos óleo em excesso e responde de forma mais eficaz às rotinas dermatológicas. O cuidado adequado não está em retirar tudo, mas em restaurar o que a pele precisa para funcionar bem.

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*Flávia Alvim Sant Anna Addor, dermatologista, membro da Academia Americana de Dermatologia e sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia

    (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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