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Seu animal não gosta de ficar sozinho?

Toda vez que você sai de casa seu cachorro late sem parar, destrói objetos e urina em qualquer lugar? Para um cachorro que sofre com a síndrome de ansiedade de separação, ficar longe do dono é a pior coisa do mundo. Veja como lidar com essa situação

Por Redação M de Mulher 5 set 2012, 22h00 | Atualizado em 28 out 2016, 01h35
Manoel Gomes
Manoel Gomes  (/)
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Seu animal não gosta de ficar sozinho?

Para o cachorro não sofrer toda vez que você sai de casa, ele deve ser ensinado, desde pequeno, a ficar sozinho por períodos prolongados
Foto: Dreamstime

Os vizinhos reclamam dos latidos do seu cachorro quando você não está em casa? O cão destrói seus objetos pessoais ao ficar sozinho? Esse tipo de comportamento denuncia a síndrome de ansiedade de separação em animais, a Sasa. Um estudo publicado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a UFRRJ, aponta que mais da metade do público canino sofre com o distúrbio, que é marcado por estripulias inadequadas, sobretudo nos momentos em que o dono se ausenta.

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As manifestações mais frequentes são latidos, choros e uivos incessantes. Essa turma do barulho totaliza 53,8% dos casos. Os amigos de quatro patas que detonam o que veem pela frente respondem por 46,1% das ocorrências. Por fim, 34,6% desses cães são considerados depressivos pra valer. O bichinho pode apresentar esses quadros simultaneamente, além de defecar e urinar em todos os cantos. O analista comportamental de cães Dennis Martin, de São Paulo, explica que essa é a forma que o animal encontra para explicitar que não está bem. “A síndrome surge de diversas maneiras”, diz Martin.

Quem demonstra para o cão que, por algum motivo, vai sair de casa contribui muito para o desenvolvimento da Sasa. “Isso deixa o cachorro nervoso e inseguro”, complementa Martin. O veterinário Mauro Lantzman, também especialista em comportamento animal, chama a atenção para o temor do desconhecido: “Alguns cães têm medo de ficar sem a proteção do dono”. Aprenda a lidar com a síndrome:

Oito atitudes que ajudam a evitar o problema

1. O cachorro deve ser ensinado, desde pequeno, a ficar sozinho por períodos prolongados. Isso o ajuda a se tornar independente.

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2. Também eduque-o desde filhote para ser sociável com todos que frequentam seu ambiente.

3. Tenha atitudes naturais ao entrar e sair de casa. Não tente consolar o animal ao deixá-lo sozinho nem faça aquela festa ao retornar.

4. Interagir constantemente com seu cão reduz o risco de ele ter a Sasa. Escove os pelos dele, brinque e leve-o para passear.

5. Se a sua rotina vai sofrer mudanças previsíveis, como alterações nos horários, habitue o animal à nova situação de forma gradual.

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6. Caso o cachorro não pare de pular e latir, não lhe dê atenção, porque isso estimula comportamentos errados.

7. Se você acha que o bicho já manifestou algum dos comportamentos descritos acima, deve levá-lo a um especialista. Ansiolíticos de uso veterinário podem ser indicados no tratamento.

8. Por fim, se ele já tiver desenvolvido a síndrome, tente mudar seu jeito de interagir. Aos poucos, procure acostumá-lo a ficar sozinho.
 

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