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Homens com HIV podem ter filhos sem o vírus de maneira natural?

Com o avanço científico, o tratamento da infecção evoluiu consideravelmente, transformando questões como a gravidez

Por Lucas Rocha
7 jan 2025, 18h00
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Ter filhos não infectados pelo vírus é totalmente possível hoje em dia (Foto: Deborah Maxx/SAÚDE é Vital)
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Atualmente, mais de 1 milhão de pessoas convivem com o vírus HIV no Brasil. Em 2023, foram notificados mais de 46 mil novos casos no país, representando um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior, de acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

Conhecido há décadas, e hoje controlável com medicamentos que permitem uma vida normal, ele ainda suscita dúvidas na população.

Entre as questões mais comuns, estão as relacionadas à gravidez. O leitor Bernardo Piassi enviou a seguinte pergunta: homens que vivem com HIV podem gerar filhos sem o vírus de maneira natural ou precisam utilizar recursos de inseminação artificial?

+ Leia também: HIV na gestação: cuidados garantem saúde para mãe e bebê

HIV hoje é controlável

Com o avanço científico, o tratamento da infecção evoluiu consideravelmente ao longo dos 40 anos da epidemia global. Atualmente, a terapia antirretroviral é feita com a utilização de um número menor de compostos que podem ser administrados em um ou dois comprimidos diários.

A medicação tem como objetivo bloquear a replicação viral e manter a infecção controlada. Com a adesão a ela, a quantidade de cópias do vírus presente no sangue, também chamada de carga viral, é reduzida a níveis tão baixos que ele se torna indetectável nos exames laboratoriais.

Uma pessoa que vive com HIV com carga viral indetectável há pelo menos seis meses não transmite o vírus através de relações sexuais.

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O conceito I = 0 – ou seja, indetectável oferece risco zero de contágio para outras pessoas, que tem como base diversos estudos realizados nos últimos anos, é reiterado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesse contexto, homens em tratamento podem ter filhos com parceiras que vivem sem o vírus de maneira natural, como detalha a médica Gisele Gosuen, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Não há a necessidade de recorrer à inseminação artificial desde que o homem tenha a carga viral indetectável há pelo menos seis meses”, resume Gisele.

+ Leia também: HIV: por que as complicações da aids ainda causam tantas mortes no Brasil?

A infectologista destaca que não é mais necessário realizar o procedimento de “lavagem de esperma”, uma técnica laboratorial que isolava os espermatozoides do vírus, para evitar o contágio do feto antes da inseminação artificial.

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“A ciência evoluiu e os conceitos foram renovados. Portanto, um homem pode ter filhos por vias naturais”, reforça.

Para casais homoafetivos em que algum dos parceiros viva com HIV, a técnica de fertilização in vitro permanece útil para a gestação, sem a obrigatoriedade da técnica de lavagem do sêmen.

Em relações sorodiferentes, em que um parceiro vive com HIV e o outro não, pode ser adotada a profilaxia pré-exposição ao HIV, popularmente conhecida pela sigla PrEP.

A estratégia, que consiste no uso de medicamentos para impedir a infecção pelo vírus, é uma medida de prevenção adicional nesse contexto para a parceria que não convive com o HIV. Saiba tudo sobre a PrEP aqui.

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A especialista recomenda ainda a realização de testes de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) antes do início das tentativas de gestação.

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