🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Alergia alimentar ou intolerância: qual a diferença?

Há muita confusão sobre esse assunto por aí. Expert explica o que distingue cada situação

Por Carolina Aranda, pediatra* 23 abr 2023, 09h40 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h42
alergia-ou-intolerância-alimentar
Alergia e intolerância a alimentos são quadros diferentes, mas que costumam ser confundidos. (Foto: engin akyurt/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade
Alergia alimentar ou intolerância: qual a diferença? Priorizar nos meus resultados Google

Muitas vezes, nós ouvimos que uma pessoa tem intolerância ao leite quando, na verdade, trata-se de uma alergia. É que os termos – intolerância e alergia – são usados como se fossem sinônimos. E eles não são.

A intolerância alimentar é uma resposta do organismo a um alimento que não é digerido corretamente e pode causar desconforto gastrointestinal, como cólicas, diarreia e flatulência.

Ela é causada pela falta ou insuficiência de uma enzima digestiva que é responsável pela quebra de um componente do alimento.

+ Leia também: Alergia alimentar: ela está mais comum, mas nem tudo é culpa dela

É o caso da intolerância à lactose, que acontece quando o corpo não produz a enzima lactase, necessária justamente para digerir o açúcar presente no leite.

Continua após a publicidade

Já a alergia alimentar é uma reação imunológica a um alimento específico, que é visto como uma ameaça ao nosso corpo.

É uma resposta exagerada do sistema imunológico e pode ocorrer mesmo com pequenas quantidades do alimento.

Os sintomas de uma alergia alimentar incluem coceira na pele, urticária, vômitos, diarreia e até mesmo anafilaxia – reação alérgica grave e potencialmente fatal.

Continua após a publicidade

Alergias em alta: por quê?

A frequência das alergias, incluindo as alimentares, aumentou exponencialmente nas últimas décadas.

Majoritariamente, as alergias têm herança multifatorial, o que significa que sua origem envolve vários genes e fatores ambientais.

Várias pesquisas alertam que as mudanças drásticas no nosso estilo de vida podem ter contribuído para esse desfecho.

Continua após a publicidade

A epigenética é a ciência que investiga como os estímulos ambientais podem ativar determinados genes e silenciar outros, o que tem auxiliado (e muito) nas tentativas de compreensão do desenvolvimento das alergias.

Nesse sentido, o consumo de alimentos ultraprocessados e o uso indiscriminado de antibióticos parecem ser os motivos mais relacionados ao crescimento na incidência das alergias.

+ Leia também: Quais os sintomas da intolerância à lactose?

Continua após a publicidade

É possível, assim, entender o crescimento de alergias a alimentos pouco utilizados no passado, como o amendoim e as castanhas em geral.

O amplo consumo de leites vegetais e cosméticos sem componentes animais podem favorecer a sensibilização em pessoas predispostas a ter alergias.

É importante ressaltar que o diagnóstico das alergias alimentares não é simples, e os testes disponíveis avaliam a sensibilização alérgica apenas quando os pacientes apresentam sintomas ao ter contato com o alimento gatilho.

Continua após a publicidade

Consultar um médico é importante para confirmar o diagnóstico e receber orientação sobre a melhor forma de lidar com as restrições alimentares.

*Carolina Aranda é pediatra especialista em imunologia do Fleury Medicina e Saúde, PhD em alergia e imunologia e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone branco com a tela exibindo um aplicativo de notícias, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).