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As lições que aprendemos com a Covid-19 para o cenário do câncer

FEMAMA apresenta soluções para a área oncológica a partir da experiência com a pandemia

Por Maira Caleffi, mastologista* 5 set 2022, 12h03
ilustração de mama com textura de cerâmica e um alvo em cima
Crise da Covid-19 represou diagnóstico e tratamento do câncer  (Ilustração: Jonatan Sarmento e Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)
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As lições que aprendemos com a Covid-19 para o cenário do câncer Priorizar nos meus resultados Google

A pandemia mudou o cenário do câncer: entre outras coisas, ela dificultou o diagnóstico precoce e favoreceu a descontinuidade de tratamentos em curso. Com isso, as projeções indicam um aumento na mortalidade em função da doença. Por outro lado, a Covid-19 também mostrou que a união de esforços e a prioridade dada a um tema possibilitam inovações e adaptações, direcionam recursos e aceleram decisões – provando que é possível enfrentar um problema quando há reconhecimento público da gravidade, vontade política e união.

A partir do que a pandemia demonstrou à sociedade, e com o objetivo de contribuir para a melhoria do controle do câncer no país, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) lançou um documento inédito, com lições e recomendações. O Documento de Posição apresenta caminhos para políticas públicas e para melhorar a governança da saúde na área oncológica.

O estudo foi realizado após uma série de encontros virtuais com lideranças da entidade e das suas ONGs associadas (que somam mais de 70), membros do governo, pacientes, profissionais da saúde, representantes da indústria farmacêutica e operadoras de saúde e de entidades do setor. Foram estruturados questionamentos prévios para serem abordados durante os encontros.

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A partir daí, o documento traz seis lições aprendidas e, para cada uma, uma recomendação a ser seguida. Espera-se que, por meio deste documento, a aplicação de soluções minimizem as mortes ocasionadas pelo câncer. Ao menos, existem alternativas para que isso ocorra!

+Leia também: Preservação do mamilo nas mastectomias do câncer de mama: é possível?

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As lições e as recomendações

Lição 1: Com união de esforços é possível ter dados em tempo hábil para a tomada de decisões

Recomendação: Melhorar a notificação do câncer e disponibilização dessas informações em tempo hábil para a tomada de decisão

 

Lição 2: Integração de sistemas de informação e níveis de atenção permitem um melhor acompanhamento do paciente

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Recomendação: Promover a integração entre sistemas de informação e níveis de atenção para melhor acompanhamento (navegação) do paciente oncológico no sistema

 

Lição 3: Adequação de recursos financeiros e infraestrutura de acordo com as necessidades promovem maior equidade no cuidado

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Recomendação: Ampliar recursos destinados ao controle do câncer e aproveitar a capacidade instalada com a Covid-19 para diagnóstico e tratamento

 

Lição 4: Transparência e comunicação do governo sobre processos e critérios de decisão possibilitam maior controle social e adesão da população a recomendações de saúde

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Recomendação: Ampliar e melhorar a comunicação em saúde para a população

 

Lição 5: A tecnologia pode ser uma aliada importante do setor saúde, mas é preciso discutir também seus limites

Recomendação: Promover ampla discussão sobre a regulamentação da tecnologia na saúde e, especificamente, na assistência à saúde

 

Lição 6: Atuação interdisciplinar e intersetorial permite olhar para o contexto em que cada indivíduo está inserido, e não apenas para a doença

Recomendação:Fomentar  maior articulação entre diferentes setores sociais, áreas da saúde e entre o público e privado

 

O Documento de Posição da FEMAMA pode ser acessado aqui: https://bit.ly/documento-posicao-FEMAMA.  

*Maira Caleffi, MD PhD, é mastologista, chefe do Núcleo de Mama do Hospital Moinhos de Vento, presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul e presidente do Conselho de Diretores do Instituto de Governança e Controle do Câncer (IGCC).

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