Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Falta de higiene bucal pode contribuir para demência

Estudo relaciona má higiene e perda dentária a maior risco de declínio cognitivo e demência. Dentista comenta o elo

Por Patrícia Almeida, cirurgiã-dentista* 12 dez 2022, 08h48 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h30
ilustração de jogo pac man numa cabeça
Inflamação da doença periodontal é um dos fatores que aumentam propensão a danos no cérebro. (Ilustração: Veja Saúde/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade
Falta de higiene bucal pode contribuir para demência Priorizar nos meus resultados Google

Uma pesquisa publicada recentemente no periódico da Sociedade Americana de Geriatria concluiu que a má saúde bucal, caracterizada pela presença de periodontite, e a perda dentária estão associadas ao aumento no risco de declínio cognitivo e demência.

O motivo? As bactérias da boca podem desempenhar um papel na inflamação do cérebro. A investigação usou cinco bases de dados de estudos relevantes na área publicados até abril de 2022, somando informações de milhares de pessoas.

A periodontite é a inflamação dos tecidos que dão sustentação aos dentes. Costuma começar com uma gengivite e pode levar à perda dentária. O problema afeta entre 10 e 15% da população adulta, sendo considerada a sexta doença mais prevalente no mundo.

Fora os danos à boca, a periodontite também está ligada a maior risco de diabetes e problemas cardiovasculares. Ao que tudo indica, a demência aumenta a lista de doenças associadas.

A demência é marcada por um declínio cognitivo progressivo e acomete mais de 1 milhão de brasileiros. Existem diversas formas, sendo que uma das principais é o Alzheimer.

Continua após a publicidade

+ LEIA TAMBÉM: O que está por trás da gengivite e da periodontite

A nova revisão só reforça o que outros estudos focados em perda dentária e comprometimento cognitivo já haviam revelado. Num deles, que acompanhou 34 mil adultos, as pessoas que perderam mais dentes, reflexo da má higiene bucal e da falta de consultas ao dentista, tiveram, em média, um risco 48% maior de apresentar déficit cognitivo e 28% maior de ter demência.

Supõe-se que a inflamação disparada na boca tenha repercussões sistêmicas, entre elas a maior propensão a danos cerebrais. Apesar de as pesquisas não avaliarem quanto a saúde bucal é capaz de diminuir o risco de demência, os achados enfatizam, do ponto de vista clínico, a importância de um bom monitoramento e de medidas preventivas.

BUSCA DE MEDICAMENTOS Informações Legais

DISTRIBUÍDO POR

Consulte remédios com os melhores preços

Busca de Medicamentos
Favor usar palavras com mais de dois caracteres
DISTRIBUÍDO POR
Continua após a publicidade

Sim, porque se trata de um fator de risco modificável, isto é, o indivíduo pode começar a se cuidar e influenciar um eventual risco no futuro. Na prática, isso significa investir na escovação, com pasta e fio dental, pelo menos três vezes ao dia. E realizar as visitas periódicas ao dentista a cada três meses.

Aliás, para quem já sofre com declínio cognitivo ou com demência, manter a higienização bucal e as consultas odontológicas continua sendo fundamental para evitar outros problemas de saúde e assegurar a qualidade de vida.

* Patrícia Almeida é cirurgiã-dentista, especialista em reabilitação oral e estética, idealizadora da clínica Odontologia Almeida e integrante da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e um raio amarelo, seguido de Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo abertoBanner laranja com OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um raio amarelo. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, revistas Superinteressante e Veja e um cartão de crédito. No canto superior direito, um ícone de árvore
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).