Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Ganho de peso + perda de músculos = obesidade sarcopênica

Nutricionista conta como se proteger desse fenômeno associado ao sedentarismo e a uma alimentação desequilibrada. Alguns ajustes na dieta são fundamentais

Por Dra. Carolina Pimentel* 27 out 2017, 13h34 | Atualizado em 3 jul 2026, 23h24
Gordura e falta de músculos
Nem toda pessoa acima do peso é "fortinha", assim por dizer. (Montagem: O Silva/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade
Ganho de peso + perda de músculos = obesidade sarcopênica Priorizar nos meus resultados Google

A obesidade já é considerada um problema de saúde pública no Brasil. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, o excesso de peso atinge 53,8% da população adulta que vive nas capitais do país − um aumento de 60% em apenas dez anos. Essa realidade se deve a inúmeros fatores. Um deles é a mudança na dieta dos brasileiros, que estão deixando de consumir o tradicional padrão à base do arroz e feijão. Outro fator é o sedentarismo.

Uma das grandes consequências desse cenário é o crescimento das doenças associadas ao ganho de peso, como diabetes e hipertensão. Outro problema intimamente envolvido aqui, e também relacionado ao envelhecimento, é a chamada obesidade sarcopênica. Esse nome caracteriza o acúmulo de massa gorda e declínio de massa magra, resultando em um alto índice de gordura corporal e fraqueza muscular.

Uma revisão de 12 estudos conduzida pela Universidade Tufts, nos Estados Unidos, mostrou há pouco que a obesidade sarcopênica está diretamente ligada a doenças crônicas, como o próprio diabetes e a pressão alta, e até mesmo a maior risco de morte. Entre as suas principais causas estão o sedentarismo e a baixa ingestão de proteínas. Esse fenômeno acomete tanto homens quanto mulheres e contribui para a perda da autonomia, maior risco de quedas, redução da densidade mineral óssea e diminuição da capacidade funcional para realizar as tarefas do dia a dia.

Nesse contexto, o famoso Índice de Massa Corpórea (IMC) deixa de ser um dado tão relevante, já que não leva em conta as quantidades de gordura e músculo presentes no corpo. Portanto, indivíduos com peso corporal elevado podem não ser classificados como sarcopênicos, sendo importante uma avaliação que quantifique essa relação.

Continua após a publicidade

Por mais massa magra!  

A perda de músculos é um processo natural do envelhecimento e acontece após os 40 anos porque a síntese de proteínas começa a ficar mais lenta no organismo. Mas isso pode ser prevenido com a adoção de exercícios de força, caso de musculação, pilates e ioga, e uma alimentação saudável com um aporte adequado de proteínas, nutriente fornecido por carnes vermelha e branca, ovos, leites e alguns vegetais, como a soja. A ingestão de proteína de qualidade é essencial para a recuperação e o desenvolvimento das fibras que compõem nossos músculos.

Continua após a publicidade

Além disso, é importante avaliar a qualidade nutricional dos alimentos (ou densidade nutricional). Eles devem ser ricos em micronutrientes essenciais (vitaminas e minerais) para o corpo combater os radicais livres e otimizar a síntese de proteína, ou seja, o ganho de músculos.

Com exames que identificam a quantidade de massa muscular, também é possível definir qual deve ser a ingestão de proteínas por dia e montar uma dieta equilibrada de acordo com o que o indivíduo precisa. Não há segredo: para prevenir a obesidade sarcopênica é importante cuidar da alimentação e se exercitar sempre.

Continua após a publicidade

Dra. Carolina Pimentel é nutricionista com mestrado e doutorado em Ciências da Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP), professora da Universidade Paulista (Unip) e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife do Brasil

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Mulher branca de rabo de cavalo e top preto sorrindo enquanto corre ao lado de um homem negro de camiseta cinza, ambos em um dia ensolarado. O texto No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa aparece em destaque, com cuide do que importa em um fundo verde-água. O logo veja SAÚDE está no canto superior esquerdoMulher e homem sorrindo, correndo ao ar livre em um dia ensolarado. Ela veste top e calça preta, ele camiseta branca e cinza. Texto: No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa. Logotipo Veja Saúde
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).