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Minoxidil pode causar “síndrome do lobisomem”? Médica explica

Novo efeito colateral de uma das loções mais utilizadas para tratar calvície chamou atenção na mídia. Explicamos essa história

Por Aline Erthal, dermatologista*
27 dez 2024, 08h00
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O minoxidil é um dos tratamentos utilizados contra a calvície (Foto: Freepik/Divulgação)
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A loção de minoxidil é um dos medicamentos mais utilizados no tratamento da calvície, tanto por sua eficácia quanto pelo seu perfil de segurança. Mas um efeito colateral curioso tem chamado a atenção, e virou motivo de preocupação recente na Europa: a hipertricose, chamada de popularmente de “síndrome do lobisomem“, em bebês.

Hipertricose é o nome dado ao crescimento exagerado de pelos no corpo, e é um evento adverso bastante conhecido do minoxidil. Isso pode ocorrer quando a loção escorre para locais além da área a ser tratada.

Mas o que os bebês têm a ver com isso? Na Europa, foram detectados 11 casos em bebês que mantinham contato prolongado com pais ou cuidadores que faziam uso contínuo do minoxidil tópico. Quando a medicação foi suspensa, todos os quadros foram completamente revertidos.

Por que isso pode ocorrer?

O minoxidil é um medicamento que atua dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o couro cabeludo, o que ajuda a reverter o afinamento dos fios e promover o crescimento do cabelo.

No caso da medicação tópica, esse efeito vai ocorrer nos folículos capilares que entrarem em contato com o produto. Por isso, é essencial fazer uma aplicação precisa, lavar adequadamente as mãos após esse processo e aguardar a absorção completa na pele antes de entrar em contato próximo com outras pessoas.

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Se forem crianças, isso é mais importante ainda, já que elas têm uma pele com maior capacidade de absorção de ativos.

Considerando o minoxidil oral, teremos um efeito sistêmico, ou seja, em todo o organismo, dessa forma, poderemos notar um crescimento de pelos em qualquer área do corpo. Por esse motivo, apesar da maior praticidade quando comparado a forma tópica, o minoxidil oral não costuma ser bem tolerado pelas mulheres.

Ao contrário do que vemos nas redes sociais, o minoxidil é um medicamento, que deve ter o uso supervisionado por um médico. Casos como esses só reforçam o quão importante é a orientação sobre modo de uso, contraindicações e efeitos colaterais referentes a qualquer tratamento.

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*Aline Erthal, dermatologista graduada pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora médica da área de dermatologia da Omens, plataforma que trata da saúde masculina.

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