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Orientação é essencial para uso de medicamentos isentos de prescrição

Possibilidade de comercialização de fármacos em supermercados volta a ser discutida no Brasil

Por César Bentim, consultor na área de saúde*
Atualizado em 3 fev 2025, 21h24 - Publicado em 3 fev 2025, 17h30
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Medicamentos isentos de prescrição são indicados para o tratamento de doenças não graves (Foto: aleksandarlittlewolf/Freepik)
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Os medicamentos isentos de prescrição, conhecidos como MIPs, se diferenciam dos demais por não exigirem receita médica para sua aquisição.

Enquanto medicações com tarja vermelha ou preta são destinados a condições que necessitam de avaliação clínica, os MIPs são alternativas reconhecidas e seguras para tratar males menores, como dores de cabeça, sintomas de resfriados ou desconfortos digestivos, entre outras. Essa classificação os torna aliados no cuidado com a saúde do dia a dia.

A disponibilidade dos MIPs ajuda a desafogar o sistema de saúde, permitindo que as pessoas tratem condições leves sem precisar se dirigir a hospitais, geralmente sobrecarregados e voltados para tratar problemas mais complexos, como infecções respiratórias, condições cardiovasculares ou traumas.

+ Leia também: Novo medicamento que protege bebês da bronquiolite chega ao Brasil

No Brasil, onde a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o setor privado é constante, esses medicamentos desempenham um papel fundamental para facilitar o acesso ao cuidado.

Historicamente, os MIPs no Brasil estão intimamente ligados às farmácias. Os estabelecimentos oferecem os remédios no autosserviço e contam com farmacêuticos qualificados, que orientam os consumidores e aumentam as chances de uso correto e seguro.

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Recentemente, voltou-se a discutir a comercialização dos MIPs em supermercados e estabelecimentos similares. A proposta promete maior conveniência e preços mais baixos para os consumidores. Contudo, ela também levanta questões importantes sobre segurança e uso consciente.

É fundamental analisar os riscos e benefícios dessa mudança, indo além de argumentos econômicos e disputas mercadológicas, para considerar o autocuidado como ponto central. Conceito desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o autocuidado inclui o uso responsável de MIPs como um de seus pilares fundamentais.

+ Leia também: Novo tratamento para doença rara no sangue é aprovado pela Anvisa

O autocuidado vai além de uma prática individual, é um componente essencial para fortalecer sistemas de saúde sobrecarregados. As farmácias, nesse contexto, têm um papel crítico. É imprescindível que elas evoluam, oferecendo atenção farmacêutica e serviços ampliados, como vacinação e testes rápidos, tornando-se um ponto de apoio mais efetivo ao sistema público e privado.

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A discussão sobre o futuro dos MIPs deve ir além do aumento de prateleiras ou de supostos preços mais baixos.

É preciso focar na segurança, eficiência e no fortalecimento do papel das farmácias e profissionais de saúde como pilares do sistema de saúde brasileiro. Soluções sustentáveis, que equilibrem conveniência e segurança, são essenciais para garantir o bem-estar de todos.

* César Bentim é consultor na área de saúde e ex-executivo de importantes farmacêuticas nacionais 

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