Oferta Relâmpago: Saúde em casa por 9,90
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Quando o diabetes prejudica a fertilidade – e como evitar

Tanto o tipo 1 quanto o tipo 2, se não controlados, dificultam a gestação

Por Fernando Prado, ginecologista, e Marcella Garcez, nutróloga* 11 set 2022, 11h08
foto de exame de gravidez
Dificuldade para engravidar pode envolver problemas no lado masculino, no feminino ou em ambos (Foto: GI/Getty Images)
Continua após publicidade

O Brasil é o quinto país no mundo em incidência de diabetes, uma doença que pode provocar inúmeros transtornos, inclusive perda de fertilidade. Diabetes é um termo genérico para condições que envolvem níveis elevados de açúcar no sangue.

Apesar de diferentes, tanto o diabetes tipo 1, caracterizado pela deficiência na produção de insulina, quanto o tipo 2, em que há resistência à atuação da insulina, podem dificultar a concepção de um bebê.

O tipo 2 é o mais comum e é capaz de promover uma deficiência hormonal na mulher, além de ciclos menstruais irregulares, o que favorece a infertilidade. No caso do tipo 1, órgãos endócrinos como os ovários podem ser prejudicados.

Já no homem, a doença às vezes reduz os níveis de testosterona, o que dificulta a fabricação e maturação de espermatozoides. Além disso, pode ocorrer uma queda significativa do volume do sêmen e piora na motilidade dos espermatozoides. São todos fatores que comprometem a fecundação e inclusive aumentam o risco de um embrião com má formação e aborto.

Continua após a publicidade

O controle medicamentoso da doença, aliado a hábitos saudáveis, aumenta as chances de gravidez. Quanto antes o diabetes for tratado, menor o risco de desenvolver problemas metabólicos que interfiram na fertilidade.

+Leia também: O que precisa ser feito para domar o diabetes tipo 2 no Brasil?

Pacientes diagnosticados com o que ficou conhecido como “pré-diabetes” também devem se preocupar. Nesse caso, a modificação intensiva do estilo de vida continua sendo a melhor maneira estratégia: é necessário melhorar hábitos alimentares, incluir exercícios físicos, dormir bem e evitar alcoolismo e tabagismo.

Quanto à dieta para a melhora da condição do pré-diabético e controle do diabetes, o ideal é limitar o consumo de calorias, carboidratos simples (como açúcares e farináceos refinados), gorduras, sal, alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas.

Continua após a publicidade

É recomendado consumir mais carboidratos complexos, aqueles que têm maior quantidade de fibras, proteínas (preferencialmente magras) e gorduras saudáveis – nutrientes responsáveis por diminuir os picos de glicose no sangue. Exemplos de alimentos com alta quantidade de fibras são frutas (as vermelhas, as cítricas, abacate, mamão, ameixa, pera, maça e banana), vegetais (agrião, alface, abóbora, aipo, aspargo, beterraba), grãos (arroz integral e aveia) e leguminosas (feijão e ervilha).

Mesmo com todos os cuidados, muitos casais em que um dos parceiros tem diabetes tipo 2 precisam recorrer a um especialista em reprodução assistida. Eles também precisam de um acompanhamento ginecológico pré-natal personalizado para minimizar o risco de outros problemas metabólicos para a mãe e que afetam o desenvolvimento saudável do bebê.

*Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Fernando Prado é ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana. Ele é doutor pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Imperial College London (Reino Unido).

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjgzNDM4LCJ0aXRsZSI6Ik8gcXVlICYjeEU5OyBmb2xpY3VsaXRlIGUgY29tbyB0cmF0YXIgZXNzYSBsZXMmI3hFMztvIG5hIHBlbGUifSx7ImlkIjo4MzQyNSwidGl0bGUiOiJRdWFuZG8gbyBjb3JwbyBwcm9kdXogbGVpdGUgZm9yYSBkZSBob3JhOiBlbnRlbmRhIGEgZ2FsYWN0b3JyZWlhIn0seyJpZCI6ODMzNzcsInRpdGxlIjoiQXMgcGFydGljdWxhcmlkYWRlcyBkbyBkaWFiZXRlcyBlbSBtdWxoZXJlcyJ9XQ==[/abril-veja-tambem]

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).