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O Futuro do Diabetes

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Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista, pesquisador da USP de Ribeirão Preto e criador do Endodebate e do Diacordis. Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do diabetes

Você tem obesidade? Conheça o novo cálculo que complementa o IMC

Consenso europeu aborda estratégia para diagnóstico de obesidade baseada no local onde está acumulada a gordura corporal

Por Carlos Eduardo Barra Couri 12 jul 2024, 11h29 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h54
acromegalia
A acromegalia é caracterizada pelo crescimento acima do padrão  (Freepik/SAÚDE é Vital)
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O famoso índice de massa corporal (IMC) é o resultado da divisão do peso da pessoa em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. Este índice talvez seja o mais utilizado nos estudos de obesidade mundo afora.

Sem dúvida é uma ferramenta simples e prática, utilizada amplamente, que pode servir para comparações, acompanhamentos, classificação de obesidade etc. Este índice, porém, possui inúmeros pontos fracos, especialmente naqueles com valores próximos dos valores de referência para o peso ideal e o sobrepeso (abaixo de 25 kg/m2 ou entre 25 e 30Kg/m2).

Imagino que muitos já viram uma pessoa sem tanta gordura evidente, mas com alguma barriguinha e com doenças associadas ao excesso de peso, como pressão alta, diabetes tipo 2, excesso de gordura no fígado e triglicérides elevados.

Por isso, em 5 de julho, foi publicado na revista Nature Medicine um novo consenso europeu de diagnóstico, estadiamento e manejo de pessoas com obesidade.

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Segundo o documento, o IMC continua sendo útil para diagnóstico de obesidade naqueles com IMC maior ou igual a 30 Kg/m2. Porém, naqueles com IMC abaixo de 30 kg/m2, deve-se fazer uma outra “continha”.

+ Leia também: Em 20 anos, 75% dos adultos brasileiros terão obesidade e sobrepeso

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Novo cálculo

Aqueles com IMC na faixa entre 25 e 30 são considerados classicamente com sobrepeso, e muitos profissionais de saúde podem subjugar estes valores. Isso tende a levar a uma certa inércia, tanto por parte do paciente quanto da equipe de saúde, fazendo com que se aumente o risco de complicações a longo prazo.

Nesta faixa, a Associação Européia para Estudo da Obesidade recomenda que façamos uma operação matemática simples: circunferência abdominal dividida pela altura, ambos em centímetros. Um valor for maior ou igual a 0,5 indica que a pessoa possui obesidade.

Vamos citar um exemplo: se você tem 1,80m (ou 180 cm) de altura e sua circunferência abdominal for maior ou igual a 90cm, você pode ter obesidade. Para fechar o diagnóstico nesse caso, é preciso ter algum comprometimento médico, funcional ou psicossocial relacionado aos quilos extras.

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Entre as condições que indicam consequências da obesidade, podemos citar diabetes tipo 2, excesso de gordura no fígado, osteoartrite de joelhos, déficits de locomoção, pressão alta, colesterol e triglicérides alterados, apneia do sono etc.

Segundo os autores, outras formas podem de avaliação podem auxiliar na determinação do excesso de gordura corporal, como a bioimpedância ou a composição corporal por densitometria.

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Neste mesmo consenso, a Associação Eueopéia para Estudo da Obesidade recomenda que o tratamento multisciplinar para obesidade seja oferecido àqueles que preencham os novos critérios diagnósticos.

Será o fim do cálculo do IMC? Eu pessoalmente acredito que não, mas o que fica claro é que o percentual de gordura corporal e o local onde a gordura se acumula dizem muito sobre o estado de saúde de nossos pacientes.

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Além da balança, vamos usar mais a fita métrica!

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