🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Crianças e adolescentes com alergia alimentar têm pior qualidade de vida

As restrições à comida acabam gerando muita preocupação com a exposição a esses itens proibidos fora de casa, o que tem um grande impacto social

Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein* 14 jul 2022, 17h01 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h36
Foto de vários ovos em caixa de papelão
O ovo é um dos alimentos que mais causa alergias em crianças. (Foto: Jakub Kapusnak/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade
Crianças e adolescentes com alergia alimentar têm pior qualidade de vida Priorizar nos meus resultados Google

Quem convive com crianças e adolescentes que precisam evitar certos alimentos sabe do impacto disso na rotina e na qualidade de vida. E quanto mais grave a alergia alimentar e mais tardio o diagnóstico, pior o efeito. Esse dado acaba de ser reforçado por uma revisão de estudos conduzida por pesquisadores canadenses da Universidade de Manitoba e publicada no periódico científico Pediatric Allergy and Immunollogy. 

Os cientistas analisaram informações de mais de 8 mil pacientes em 45 artigos quantitativos e outros nove qualitativos, todos associando o tema com saúde e bem-estar psicológico e social em crianças alérgicas desde o nascimento até os 19 anos. Eles avaliaram os dados sobre a saúde total, socialização, relacionamentos emocionais e desempenho funcional.

Segundo a pesquisa, as restrições à comida acabam gerando preocupação com a exposição a esses itens fora de casa. “Isso já aparece a partir dos 4 ou 5 anos de idade”, observa o pediatra e alergista Victor Nudelman, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Começa com as limitações nas festinhas, porque a criança ela sabe que não poderá comer coisas que amigos e irmãos comem”, ressalta. 

Continua após a publicidade

+Leia também: Alergia alimentar: ela está mais comum, mas nem tudo é culpa dela

Entre 20% e 32% das crianças também relatam sofrer bullying e afastamento dos colegas, revela o levantamento. 

Dos pacientes incluídos na revisão, os mais velhos e que conheciam sua limitação desde cedo tendiam a aceitar melhor a condição. Por outro lado, aqueles que descobriram o problema mais tarde sofreram mais para se adaptar. “Quanto antes o diagnóstico, melhor”, diz Nudelman.

Continua após a publicidade

Como não é possível simplesmente eliminar a alergia, é preciso criar um ambiente favorável, que desperte a consciência e eduque também os familiares sobre as necessidades específicas daquela criança. “A casa inteira precisa aderir. Às vezes o problema está na família, que não dá tanta importância”, nota o especialista. 

Assim, é possível aliviar o peso dessas restrições. E vale lembrar: em muitos casos o problema é passageiro, melhorando com a idade.

Cerca de 8% das crianças no mundo têm alguma forma de alergia alimentar, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Dois dos principais itens alergênicos na infância – leite e ovo – costumam provocar menos reações com o passar dos anos. Já as alergias aos frutos do mar, amendoim e castanhas normalmente duram por mais tempo.

*Este conteúdo é da Agência Einstein

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone branco com a tela exibindo um aplicativo de notícias, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).