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Descolamento de placenta: entenda a real gravidade

A complicação, que afetou a apresentadora Eliana, atinge cerca de 15% das gestações. Alguns cuidados são essenciais para proteger mãe e filho

Por Vand Vieira 2 jun 2017, 17h52 | Atualizado em 22 out 2018, 13h37
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Repouso e medicamentos reguardam mulheres e bebês em casos de descolamento de placenta  (Ilustração: Eva Uviedo/SAÚDE é Vital)
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Recentemente, a apresentadora Eliana surpreendeu ao anunciar a antecipação de sua licença-maternidade por causa de um descolamento de placenta. “Sei que não depende só da minha vontade e do meu esforço. Mas farei o impossível para salvar minha filha de um parto extremamente prematuro”, disse a artista, em um vídeo publicado nas redes sociais.

Após tomar todos os cuidados necessários, Eliana deu à luz a sua filhinha Manuela – e está tudo bem com ela. Mas, afinal, o que é o descolamento de placenta e quais suas possíveis repercussões?

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Em primeiro lugar, é importante dizer que não há uma causa específica para o surgimento do quadro. No entanto, hipertensão, quedas, exercícios de impacto e excesso de líquido amniótico podem contribuir para que a placenta descole do útero, prejudicando, por exemplo, a chegada de oxigênio e nutrientes ao bebê.

“Mulheres que já tiveram o descolamento estão mais propensas a sofrer novamente com essa condição em futuras gestações”, ressalta o ginecologista e obstetra Eduardo Zlotnik, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

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Se o descolamento for parcial, o recomendado é conciliar repouso absoluto e medicamentos que evitam as contrações uterinas. A reposição do hormônio progesterona também pode ser recomendada para relaxar o órgão, impedindo que o quadro piore. Nos casos mais graves, que geralmente ocorrem no segundo ou terceiro trimestre da gravidez, é necessário fazer um parto de emergência. “Porém, a maioria dos casos tem final feliz e sem sequelas”, tranquiliza Zlotnik.

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