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Como evitar lesões no joelho e acidentes durante o esqui na temporada de neve

Veja como se preparar, escolher equipamentos e reconhecer sinais de alerta para curtir a neve com segurança, do iniciante ao veterano

Por Camila Cohen Kaleka, ortopedista, via Brazil Health*
14 dez 2025, 04h00 • Atualizado em 14 dez 2025, 09h17
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Esqui é um esporte divertido e desafiador, mas que exige cuidados (Freepik/Reprodução)
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  • O esqui atrai milhares de brasileiros todos os anos, impulsionados pelas férias, pelo clima festivo das montanhas e pela busca por novas experiências.

    Mas, embora o esporte encante, as estatísticas mostram um risco real de acidentes. Estudos internacionais estimam entre 2 e 3 lesões a cada mil dias de esqui praticados, número expressivo quando multiplicado pelo grande fluxo de turistas nos principais resorts.

    As lesões mais comuns no esqui

    Entre os traumas esportivos relacionados ao esqui alpino, as lesões no joelho lideram com folga. A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) aparece em 27% a 41% dos casos registrados nas estações, dado que reflete a mecânica típica do esporte: giros bruscos, rotações forçadas e torção do joelho quando o esqui fica preso na neve no momento da queda.

    Estudos mostram que, entre esquiadores atendidos por trauma de joelho, quase metade apresenta lesão isolada do LCA, evidenciando a vulnerabilidade dessa articulação.

    O cenário não se limita ao joelho. As pistas registram ainda entorses de tornozelo, lesões de menisco, fraturas de tíbia e fíbula, contusões de ombro e lesões no punho, como o conhecido “polegar do esquiador”, decorrente de quedas com a mão aberta.

    Neve dura, gelo, curvas em alta velocidade e equipamento mal regulado ampliam o risco, especialmente para quem esquia apenas uma vez por ano.

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    Como prevenir acidentes antes e durante a viagem

    Grande parte das lesões pode ser evitada com medidas simples, que começam semanas antes de viajar. O ideal é fortalecer músculos estabilizadores, como quadríceps, posteriores de coxa, glúteos e core, além de treinar equilíbrio e propriocepção.

    Para quem já teve lesões no joelho ou no tornozelo, uma avaliação ortopédica prévia é recomendada, evitando sobrecarga inesperada em articulações frágeis. Em esquiadores com menor preparo muscular, esse cuidado ganha ainda mais importância, sendo indicado preparar-se por pelo menos 3 meses antes da viagem.

    Durante a viagem, pequenos ajustes fazem grande diferença. Aquecer antes de entrar na pista, ajustar corretamente botas e travas, escolher pistas compatíveis com o próprio nível e fazer pausas regulares reduzem expressivamente o risco de quedas.

    Um ponto relevante é o cansaço: muitos acidentes ocorrem no final da tarde ou no fim da temporada, quando os músculos estão fatigados e a coordenação já não responde da mesma forma.

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    Quando parar e buscar atendimento médico

    Alguns sinais indicam necessidade de avaliação: estalo acompanhado de inchaço e dor no joelho, deformidades após a queda, dificuldade de apoiar o peso, dor intensa no tornozelo ou perda de mobilidade no ombro.

    Apesar da avaliação pela equipe local, poucas lesões são urgentes e requerem tratamento imediato. Atenção às fraturas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de recuperação adequada e retorno seguro às atividades. Dependendo do quadro, uma avaliação mais precisa e exames como ressonância magnética podem ser necessários quando o viajante retorna ao Brasil.

    Em muitos casos, a reabilitação é a maior aliada do tratamento e da possibilidade de retorno ao esporte. Ela inclui fortalecimento progressivo, recuperação da mobilidade, técnicas de readaptação funcional e acompanhamento. O retorno ao esqui deve ser gradual, sempre com liberação médica, sobretudo em casos de LCA, menisco ou lesões ligamentares.

    Preparação adequada garante mais segurança

    Ao final, o esqui continua sendo uma experiência fascinante e acessível a todas as idades. A diferença está na preparação e na consciência de que o corpo precisa estar tão pronto quanto o equipamento. Com atenção, técnica e cuidado, a viagem rende boas histórias e não lembranças de dor ou cirurgias inesperadas.

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    *Camila Cohen Kaleka é ortopedista, com doutorado pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. Membro da Brazil Health.

    (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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