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Está doente? Melhor pular a prova de corrida

O desgaste típico de um problema de saúde, somado àquele imposto pelo exercício físico, traz repercussões consideráveis para a saúde

Por Theo Ruprecht Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 dez 2016, 15h19 | Atualizado em 26 jun 2019, 10h42
Se está mal, melhor pular a prova
Exercitar-se doente não é uma boa para a saúde (Foto: Istock/)
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Tosse, coriza e cansaço passam batido por muitos corredores. Tanto que, em um trabalho da Universidade de Pretória, na África do Sul, apenas 7% dos voluntários com sinais de uma infecção ou outra moléstia desistiram de iniciar uma prova de média ou longa distância.

Só que isso está por trás de sérias consequências à saúde: após avaliar 7 021 participantes, os pesquisadores notaram que os enfermos possuíam um risco duas vezes maior de ter de abandonar a corrida.

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“É um indicativo claro de que a união de exercício prolongado com uma doença sobrecarrega o corpo”, analisa o médico do esporte Páblius Braga, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. “Caso a pessoa se recuse a abrir mão da prova, recomendo ao menos reduzir o ritmo ou parar no meio”, orienta.

Leia também: Quando malhar vira um vício

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Como os corredores lidam com doenças agudas

Confira os dados da pesquisa sul-africana

19% tiveram algum sintoma antes de uma prova

8% apresentaram sinais mais graves

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7% dos enfermos desistiram de iniciar uma competição

1% dos praticantes saudáveis não concluiu a corrida

2% dos com uma encrenca ficaram pelo caminho

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Depois da competição

Atividades físicas estafantes abalam temporariamente nossas defesas contra vírus, bactérias e afins. Misture isso com uma infecção prévia e pronto: a possibilidade de cair de cama vai às alturas. “Pneumonia, meningite e outros males também aparecem com maior frequência nesse contexto”, alerta Páblius Braga.

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