Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99

Neymar vai jogar em 2030? Entenda o impacto das lesões no futuro do jogador

Mesmo sendo mais jovem que Cristiano Ronaldo e Messi, brasileiro passou muito mais tempo no departamento médico ao longo de toda a carreira

Por Maurício Brum 14 jul 2026, 12h00 | Atualizado em 15 jul 2026, 01h02
Neymar, jogador de futebol brasileiro, em campo com camisa amarela e shorts brancos, olhando para cima com as mãos abertas, em comemoração. Torcedores em segundo plano e um painel eletrônico vermelho com o logo do McDonalds e McDelivery ao fundo
Neymar entra em campo contra a Escócia pela Copa de 2026: camisa 10 atuou por 37 minutos ao longo do torneio (Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)
Continua após publicidade
Neymar vai jogar em 2030? Entenda o impacto das lesões no futuro do jogador Priorizar nos meus resultados Google

A participação frustrante do Brasil na Copa do Mundo de 2026, que rendeu à seleção sua eliminação mais precoce em 36 anos, também pode ter marcado a despedida do maior artilheiro da história da equipe Canarinho: imediatamente após a derrota para a Noruega, Neymar Jr. deu a entender que não atuaria mais pelo selecionado nacional.

Mas, de lá para cá, o craque já apresentou indícios de que poderia estar mudando de ideia.

Reagindo a um vídeo de inteligência artificial que mostra a si mesmo em diferentes fases da carreira, e que termina com o questionamento se não vale tentar trazer a Copa de volta para o Brasil uma última vez, Neymar postou emojis com olhos embargados, reacendendo esperanças nos fãs. Teoricamente, mais um Mundial não seria impossível: em 2030, Neymar terá 38 anos, mais novo do que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo na competição atual.

Mas será que, a despeito da idade, o brasileiro teria condições de atuar em alto nível daqui a quatro anos? Veja o que o histórico de lesões de Neymar pode indicar, e como ele se compara a outras estrelas ainda mais velhas que seguem defendendo seus países.

Qual o histórico de lesões de Neymar?

O ciclo de Neymar desde a Copa do Mundo de 2022 foi um verdadeiro pesadelo em termos físicos. Enfrentando uma sequência de lesões que incluiu uma das mais graves que um jogador de futebol pode sofrer – a ruptura dos ligamentos do joelho, que o tirou de ação por mais de um ano – ele praticamente não entrou em campo pela Seleção entre uma Copa e outra.

Continua após a publicidade

Mesmo recuperado do problema no joelho, os dramas físicos seguiram se manifestando de outras formas. Neymar chegou à edição atual do Mundial machucado, com uma lesão que inicialmente foi descrita como um “edema” mas depois se revelou um problema muscular de grau 2.

Ele desfalcou o Brasil nas duas primeiras partidas, contra Marrocos e Haiti, e só entrou no segundo tempo dos duelos com Escócia e Noruega. Diante do Japão, mesmo com condições de jogo, não saiu do banco.

Contra a Noruega, sua entrada em campo coincidiu com a hora em que o “momento” do jogo virou, e o Brasil, até então criando mais chances, passou a criar pouco no ataque. Do lado oposto do campo, a seleção viu Erling Haaland marcar dois gols tardios para sacramentar a eliminação e o fim do sonho do Hexa.

Continua após a publicidade

Criticado por uma vida pouco regrada fora das quatro linhas, que poderia afetar negativamente sua recuperação, o camisa 10 do Brasil atuou um total de 37 minutos na Copa e marcou um gol, de pênalti, nos segundos finais da partida contra os noruegueses.

Como lesões de Neymar se comparam com as de outros craques?

Messi fez 39 anos durante a Copa. Cristiano Ronaldo chegou ao torneio com 41. Neymar terá 38 em 2030, mas a idade é um fator secundário nesse caso: o grande problema do brasileiro é seu histórico de lesões. Mesmo sendo mais jovem, ao longo de toda a carreira ele sempre passou mais tempo no departamento médico do que as referências de Argentina e Portugal.

A plataforma Transfermarkt, especializada em estatísticas do mercado da bola, compila dados relativos às lesões dos três atletas. Considerando o recorte a partir da temporada 2013/14, quando Neymar se transferiu para a Europa, esse é o acumulado de problemas físicos e o tempo em que cada um deles desfalcou seus times em função deles:

Continua após a publicidade
  • Cristiano Ronaldo — 23 lesões, que o deixaram fora de ação por 309 dias (45 jogos)
  • Lionel Messi — 39 lesões, que exigiram 557 dias de recuperação (101 jogos)
  • Neymar — 48 lesões, com 1.622 dias afastado dos gramados (268 jogos)

É como se, em 13 temporadas, Neymar tivesse passado quase quatro anos e meio só se recuperando de lesões. Esse efeito cumulativo impacta em um menor ritmo de jogo, exigindo mais períodos de readaptação até voltar a jogar em alto nível, e também cria um ciclo vicioso: no caso de lesões musculares, indica uma maior propensão a sofrer com elas de novo.

Para ter alguma chance de contribuir com o Brasil até 2030, a esperança de Neymar é atravessar o próximo quadriênio com menos problemas físicos do que teve na média de sua carreira – algo cada vez mais difícil de se fazer conforme a idade avança.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e um raio amarelo, seguido de Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo abertoBanner laranja com OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um raio amarelo. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, revistas Superinteressante e Veja e um cartão de crédito. No canto superior direito, um ícone de árvore
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).