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A doença que a Copa do Mundo pode disseminar para o Brasil e o resto do mundo

Ministério da Saúde emitiu alerta para moléstia infecciosa em virtude da maior circulação de pessoas com destino ao evento esportivo

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 abr 2026, 20h29 | Atualizado em 24 abr 2026, 08h25
infarto copa do mundo
Torcida na Copa: países que serão sede concentram alta nos casos de sarampo (Ilustração: Ícaro Yuji/SAÚDE é Vital)
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A doença que a Copa do Mundo pode disseminar para o Brasil e o resto do mundo Priorizar nos meus resultados Google

A alta de viajantes em decorrência da próxima Copa do Mundo de Futebol, que será disputada entre junho e julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México, fez especialistas e autoridades sanitárias soarem o alarme para o risco de maior propagação do sarampo pelo planeta.

O Ministério da Saúde emitiu nesta quinta-feira, 23, um comunicado alertando sobre a possibilidade de reintrodução da doença infecciosa no Brasil a partir de deslocamentos para os países que serão sede do evento. A preocupação se deve ao fato de que as três nações concentram boa parte dos casos de sarampo nas Américas.

O sarampo é uma moléstia viral altamente contagiosa. O patógeno está entre os micro-organismos com maior capacidade de transmissão no planeta – uma pessoa com o vírus pode passá-lo a outras 18, pelas estimativas dos cientistas. Segundo o Ministério, a chance de um indivíduo que não se vacinou pegar a doença após contato próximo com alguém infectado supera os 90%.

O vírus do sarampo costuma ser transmitido por via aérea e disparar sintomas como febre alta, tosse, congestão nasal e manchas vermelhas na pele. Mas pode evoluir para complicações potencialmente graves como pneumonia, encefalite e cegueira.

Em 2025, foram notificados 248 mil casos globais, mais de 13 mil deles nos países da Copa do Mundo – o Canadá teve mais de 5 mil casos, o México chegou a 6 mil e os EUA passam de 2 mil. Devido à dispersão nas Américas, a região perdeu o status de livre de sarampo no ano passado.

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Embora o Brasil ainda tenha o selo de livre da circulação endêmica, o agente infeccioso segue à espreita e fazendo vítimas, em geral não vacinadas. Foram 38 casos em 2025 e dez até o momento neste ano.

Vacinação é crítica

Aí que está: apesar da alta transmissibilidade e do potencial de causar estragos à saúde humana, o sarampo pode ser prevenido com vacina. Um produto seguro, eficaz e já aplicado em bilhões de pessoas pelo mundo.

A principal fórmula utilizada para a proteção é a vacina tríplice viral, que pode ser tomada a partir do 1º ano de vida. É fundamental que o esquema vacinal seja seguido para evitar a infecção.

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O imunizante está disponível gratuitamente em postos de saúde do SUS e a recomendação é que pessoas que não se vacinaram ou não têm certeza que receberam a picada procurem uma UBS para garantir sua dose.

Isso se torna ainda mais crítico caso o cidadão planeje torcer pelo Brasil diretamente nos estádios da Copa do Mundo, em um contexto que reúne milhares de pessoas de destinos diferentes com o agravante de já estar em um local com maior risco de disseminação do vírus.

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