Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99

Cientistas criam isca para armadilha que usa larvas do Aedes aegypti para controle do mosquito

Em estudo realizado no Recife, as arapucas tratadas com extrato larval coletaram um número superior de ovos em comparação aos modelos convencionais

Por Lucas Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 fev 2025, 11h15 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h30
saude-medicina-arbovirose-dengue-zika-chikungunya-aedes-aegypti
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya (Foto: James Gathany/CDC)
Continua após publicidade
Cientistas criam isca para armadilha que usa larvas do Aedes aegypti para controle do mosquito Priorizar nos meus resultados Google

Cientistas brasileiros desenvolveram uma nova estratégia para o controle do Aedes aegypti, transmissor de dengue, Zika e chikungunya.

Idealizada por pesquisadores do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), a isca para armadilha é composta por um extrato de larvas do próprio mosquito. A solução é então combinada com um larvicida biológico.

Essa junção aumenta de maneira significativa a captura de ovos do inseto, segundo de acordo com o estudo publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências nesta sexta-feira, 7.

“As armadilhas geralmente são instaladas com água e larvicida. Alguns estudos utilizam outros tipos de iscas, sendo a infusão de grama a mais comum. Nosso estudo apresenta uma alternativa de iscas e destaca a necessidade de otimizar os processos de produção caso sejam utilizadas em larga escala”, resume o biólogo Gabriel Faierstein, pesquisador visitante da Fiocruz Pernambuco e um dos autores do artigo.

+ Leia também: Dengue: conheça os sintomas da doença e saiba quando buscar atendimento médico

Continua após a publicidade

Feitiço contra o feiticeiro

Para avaliar a eficácia do experimento, as larvas do Aedes aegypti foram coletadas, lavadas e maceradas em água destilada. O produto foi filtrado e usado nas armadilhas em duas formas: in natura e em pó. O larvicida biológico Bacillus thuringiensis (Bti) foi adicionado ao esquema para evitar que elas se tornassem criadouros do inseto.

Realizados no Recife, no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os testes utilizaram uma armadilha chamada Double BR-OVT, utilizada comercialmente para o combate dos mosquitos.

Os resultados foram animadores: as armadilhas tratadas com extrato larval, com ou sem o larvicida biológico, coletaram mais ovos do que as arapucas de controle. No laboratório, elas reuniram cerca de 70% dos ovos, mais que o dobro do modelo convencional.

Continua após a publicidade

“As iscas de oviposição aumentam o potencial de coleta das armadilhas. Assim, as armadilhas coletam mais mosquitos e podem reduzir a densidade populacional desses insetos, contribuindo para diminuir o número de picadas em seres humanos e, portanto, os riscos de transmissões virais”, destaca Faierstein.

+ Leia também: Dengue: por que o sorotipo 3 é o que mais preocupa?

saude-medicina-arboviroses-armadilha-aedes-aegypti
Armadilhas são utilizadas em programas de controle de vetores e vigilância epidemiológica (Foto: Igor Evangelista/MS)
Continua após a publicidade

Segundo o biólogo, a explicação pode estar nos sinais químicos que atuam na comunicação entre os insetos. Dessa forma, o composto elaborado a partir das larvas sinalizaria um local ideal para que a fêmea do Aedes deixe seus ovos.

Em campo, elas coletaram pouco mais de 60% dos ovos de Aedes e até 70% dos ovos de Culex quinquefasciatus, o pernilongo comum, que também foi considerado na análise.

Faierstein avalia que a técnica poderá ser adotada em programas de controle de vetores e vigilância epidemiológica.

Continua após a publicidade

“As armadilhas são instrumentos para vigilância e controle, devendo a secretaria de saúde, alinhada ao Ministério da Saúde, aderir e utilizar equipes técnicas capazes de manusear, coletar e gerar informações”, pontua.

Em 2025, foram registrados mais de 226 mil casos prováveis de dengue e 61 mortes no país, de acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde. Outros 259 óbitos permanecem em investigação.

(Com informações da Agência Bori)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Mulher branca de rabo de cavalo e top preto sorrindo enquanto corre ao lado de um homem negro de camiseta cinza, ambos em um dia ensolarado. O texto No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa aparece em destaque, com cuide do que importa em um fundo verde-água. O logo veja SAÚDE está no canto superior esquerdoMulher e homem sorrindo, correndo ao ar livre em um dia ensolarado. Ela veste top e calça preta, ele camiseta branca e cinza. Texto: No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa. Logotipo Veja Saúde
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).