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Bronquiectasia: entenda a doença da tosse com catarro

Causada por uma alteração irreversível nas vias respiratórias, ela aumenta a chance de conviver com infecções e tosse produtiva crônica

Por Maurício Brum 16 set 2025, 18h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h39
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Fibrose cística, infecções recorrentes e inflamações respiratórias são algumas das explicações possíveis para a bronquiectasia aparecer  (Drazen Zigic/Freepik)
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A bronquiectasia é uma doença respiratória crônica que afeta o bom funcionamento dos brônquios e bronquíolos, os tubos que se ramificam e levam ar até os pulmões, onde ocorrem as trocas gasosas fundamentais para nosso organismo funcionar.

Quando uma pessoa tem esse problema, torna-se mais difícil eliminar o muco que se acumula nos pulmões, algo que aumenta a propensão a infecções respiratórias. Pessoas com essa condição tendem a conviver com uma tosse com catarro que não parece ter fim.

Embora não tenha cura, a bronquiectasia pode ser tratada de modo a aliviar seus impactos sobre o dia a dia. Conheça mais sobre a condição.

+Leia também: Catarro verde ou amarelo nem sempre indica necessidade de antibióticos

O que é e quando ocorre

A bronquiectasia costuma ser definida como uma dilatação anormal e permanente dos brônquios e bronquíolos. Na prática, esse dano faz com que quantidades excessivas de muco (produzido naturalmente pelo corpo como uma forma de defesa diante de agentes externos) se acumulem nessas vias aéreas, facilitando a proliferação de bactérias.

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Sabe-se que o aparecimento da bronquiectasia tem forte relação com quadros como fibrose cística, infecções e outras inflamações respiratórias prévias, que agridem essas estruturas do sistema respiratório e as tornam mais vulneráveis a novos episódios.

No entanto, em muitos casos não há uma explicação clara para uma pessoa desenvolver a bronquiectasia e outra não, mesmo que ambas tenham passado por problemas de saúde similares anteriormente.

Sintomas e diagnóstico

A bronquiectasia é caracterizada pelo acúmulo excessivo de muco nas vias respiratórias, o que gera sintomas característicos como:

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  • Tosse produtiva (com secreção);
  • Expulsão frequente de muco, geralmente malcheiroso, ao tossir e escarrar;
  • Dificuldade de respirar;
  • Infecções respiratórias recorrentes, com a sensação de estar gripado ou resfriado com frequência.

Devido à correlação com as infecções, momentos de exacerbação da bronquiectasia também vêm acompanhados de sintomas como febre, mal-estar e cansaço.

À primeira vista, a bronquiectasia pode ser confundida com um quadro de bronquite, que produz sintomas similares. Mas, enquanto a bronquite é um quadro temporário e passageiro, a bronquiectasia está relacionada a danos permanentes.

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O diagnóstico deve levar em conta o histórico do paciente, sobretudo a frequência de infecções respiratórias, e a realização de exames de imagem dos pulmões para confirmar ou descartar as suspeitas.

Tratamento

Infelizmente, não há uma cura definitiva para a bronquiectasia, pois as alterações nos brônquios e bronquíolos são irreversíveis. A principal maneira de manejar a condição para conviver melhor com ela passa pela remoção do muco excessivo, com ajuda de medicamentos, exercícios específicos e dispositivos respiratórios, conforme avaliação médica.

É comum que pacientes sejam orientados a seguir tratamento com remédios de uso contínuo, empregados para a redução do muco, e a prática de fisioterapia com exercícios respiratórios, que podem contribuir para minimizar o acúmulo de fluidos.

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Quando há infecções concomitantes, elas são tratadas com antibióticos. Essa abordagem, embora necessária, serve somente para eliminar os patógenos que se aproveitam da situação, mas não resolve a causa de fundo da bronquiectasia.

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