🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Câncer: um quarto dos brasileiros não sabe que é possível prevenir a doença

Pesquisa revela que grande parte da população desconhece a mitigação do risco de câncer, impactando a prevenção

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2026, 08h18 | Atualizado em 17 jul 2026, 16h21
Ilustração de uma seringa branca com líquido rosa injetando um vírus grande e escuro, cercado por um brilho amarelo. Dois vírus menores aparecem à direita, em um fundo pêssego
Futuro: imunoterapia é testada diretamente dentro do tumor  (Victória França/Veja Saúde)
Continua após publicidade
Câncer: um quarto dos brasileiros não sabe que é possível prevenir a doença Priorizar nos meus resultados Google

O câncer não é uma sina — mas nem todo mundo está ciente disso. Uma pesquisa que ouviu 6,5 mil brasileiros mostra que 27% não sabem que o risco da doença pode ser mitigado.

A falta de conhecimento é uma barreira para que a população adote hábitos saudáveis e demande políticas públicas eficazes de prevenção. Só neste ano estão previstos 781 mil novos casos de câncer.

“É preciso exigir o combate rigoroso ao uso e à venda de cigarros eletrônicos, a atenção para o desenho urbano e a garantia de ambientes livres de ultraprocessados”, defende a nutricionista Evelyn Santos, gerente da Umane, associação que realizou o levantamento com a Vital Strategies.

A pesquisa teve apoio do Instituto Devive e do Instituto Nacional de Câncer (Inca). 

O grau de informação

O percentual de entrevistados que reconhecem fatores de risco para o câncer

Continua após a publicidade
Gráfico de barras sobre o grau de informação dos brasileiros sobre fatores de risco para o câncer. Fumo é reconhecido por 90,5%, herança genética por 89,4%, exposição solar excessiva por 88,3%, álcool por 71,3%, alimentos embutidos por 70,7%, alimentos ultraprocessados por 65,6%, bebidas adoçadas por 55,3%, sobrepeso e obesidade por 54,1%, baixa ingestão de frutas e verduras por 53,5%, sedentarismo por 48,3% e carne vermelha por 27,5%
Os fatores de risco para o câncer mais conhecidos pelos brasileiros (Editoria de Arte/Veja Saúde)

Palavra de Especialista

VEJA SAÚDE: Nove a cada dez pessoas reconhecem o fumo como um fator de risco para o câncer. O que podemos aprender com as décadas de campanhas antitabagistas e aplicar com outros fatores de risco menos conhecidos, como sedentarismo e alto consumo de carne vermelha?

Evelyn Santos: O principal aprendizado é evitar que o intervalo entre a descoberta científica e a política pública seja tão longo.

Continua após a publicidade

Os primeiros grandes estudos associando o cigarro ao câncer foram publicados em 1950. Quantas vidas perdemos nas décadas que demoramos para vencer o forte lobby da indústria que lucrou muito com todo esse sofrimento, até implementarmos algumas das intervenções como aumento de impostos, ambientes livres de fumo e restrição de publicidade?

A lição que fica para os fatores como sedentarismo e má alimentação é que precisamos nos organizar para que a ciência vire política pública mais rapidamente. Não podemos esperar mais de 50 anos para proteger a saúde da população após validar, de forma inequívoca, os impactos negativos de cada um dos produtos nocivos que vão surgindo ao longo do tempo.

Como podemos cobrar das autoridades/governos que invistam mais na prevenção do câncer (e não apenas no tratamento)? Investir, por exemplo, no acesso à atividade física, no acesso à alimentação de qualidade, em vacinas, em combate à poluição atmosférica etc.

Continua após a publicidade

A cobrança precisa ser prática, local e intersetorial. Começar por exigir a fiscalização das regulamentações já existentes, como o combate rigoroso ao uso e venda de cigarros eletrônicos nos municípios.

A atenção para o desenho urbano também é importante, para cobrar do executivo e legislativo locais a criação de espaços seguros e iluminados que promovam a mobilidade ativa e o exercício físico.

E no eixo da alimentação, a pressão deve focar em garantir ambientes livres de ultraprocessados e dos conflitos de interesse das indústrias em ações em espaços públicos, especialmente nas escolas, restaurantes e eventos públicos, dado o enorme volume de pessoas impactadas.

Continua após a publicidade

Por fim, entender e valorizar a importância das políticas públicas que operam de forma integrada, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Saúde na Escola (PSE). Eles mostram que a prevenção não se faz apenas em hospitais, mas na construção de ambientes urbanos e sociais mais saudáveis.

Manual anticâncer: 14 formas de evitar a doença

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao lado
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).