Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99

Chuvas favorecem infestação de caramujos: veja cuidados para eliminar os moluscos

Espécie exótica introduzida no Brasil, os caramujos africanos não tem predadores naturais e podem ser hospedeiros para vermes que causam doenças

Por Valentina Bressan 7 fev 2025, 16h30 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h30
caramujo-africano
Caramujo africano não emite veneno, mas parasitas presentes no molusco podem causar doenças (Charles J. Sharp/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons)
Continua após publicidade
Chuvas favorecem infestação de caramujos: veja cuidados para eliminar os moluscos Priorizar nos meus resultados Google

O mês de fevereiro começou com fortes temporais em diversas regiões do Brasil. Os vários dias de chuva costumam trazer um invasor para ruas, quintais e casas: os caramujos africanos

A umidade e o calor fazem de alguns ambientes urbanos locais ideais para a proliferação do molusco. Além de incômodos, os animais podem transmitir doenças

Entenda os riscos da presença do caramujo em hortas e jardins e saiba como combater a espécie em segurança.

Por que os caramujos aparecem depois da chuva?

A espécie que costuma invadir os quintais em períodos chuvosos chama-se Achatina fulica, mais conhecida como caramujo africano

O molusco é exótico e foi introduzido irregularmente no Brasil na década de 1980, com o propósito de criar uma alternativa mais barata ao famoso escargot

Continua após a publicidade

A iniciativa não vingou, e o bicho acabou solto na natureza. Sem predadores naturais e com alta taxa reprodutiva, eles se tornaram um problema para a biodiversidade e a saúde pública. Hoje, estão presentes em quase todos os estados brasileiros.

O verão é o período de reprodução do caramujo, cujos ovos eclodem em dias úmidos. Os moluscos se alimentam de quase qualquer coisa, e são considerados uma praga para plantações e hortas no meio urbano. 

+ Leia também: Jogar sal para matar caramujos não evita transmissão de doenças

Riscos do contato com os caramujos

O perigo não está no caramujo africano em si, mas em parasitas que o molusco pode carregar. O verme Angiostrongylus cantonensis é uma das espécies que pode viver nas mucosas do animal, e causa meningite eosinofílica

Continua após a publicidade

Esse tipo de meningite provoca dor de cabeça intensa, bem como alterações visuais, náuseas, vômito, formigamento e dormência. No organismo humano, o parasita se aloja nos pulmões. Em alguns casos, o quadro pode ser grave e até levar à morte.

Outro verme que pode estar no caramujo é o Angiostrongylus costaricensis. Essa larva é causadora de uma infecção intestinal aguda, chamada de angiostrongilíase abdominal

Embora possa ser assintomática, a doença é capaz de gerar perfurações intestinais e peritonite – inflamação da membrana que reveste a parede abdominal.

Nem todo caramujo é hospedeiro desses vermes, por isso, o risco de contrair essas doenças é considerado baixo no Brasil. No entanto, o melhor a fazer é prezar pela precaução e dar um fim os caramujos sempre que possível.

Continua após a publicidade

Cuidados para eliminar os moluscos

Para diminuir as chances de ser infectado com um parasita do molusco, a primeira dica é evitar contato direto com o caramujo e o muco secretado por ele

Para isso, é importante utilizar luvas ao trabalhar no jardim, além de fazer a correta higienização de frutas e hortaliças, a partir de uma solução de hipoclorito de sódio, conhecido como água sanitária. Em caso de contato acidental, lave bem as mãos com água e sabão.

Quando os caramujos aparecem nos quintais, a única forma de combatê-los é usando luvas para recolher os bichos. Uma alternativa é colocá-los em um recipiente e, em seguida, jogar água fervente

Outra ideia é esmagar as conchas com um cabo de vassoura, enterrar os restos e cobri-los com cal virgem. Atenção: não use sal para matar os caramujos. Essa dica popular acaba contaminando o solo e desequilibrando o meio ambiente. Pesticidas ou venenos tampouco são indicados.

A estratégia para manter os caramujos longe do jardim é limpar o terreno, descartando restos de madeira, resíduos e materiais que acumulem umidade e possam servir de refúgio para os moluscos. 

Continua após a publicidade

Uma dica de preservação

O caramujo africano pode ser confundido com o Megalobulimus sp., molusco chamado de aruá-do-mato. Diferente da espécie invasora, o aruá-do-mato é um nativo brasileiro e não apresenta risco algum para a saúde.

aruá-do-mato
Espécie nativa do Brasil, aruá-do-mato não traz riscos e não precisa ser eliminado (Liu Idárraga Orozco/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons)

Dá para diferenciar os dois pela concha: enquanto a casca do caramujo africano é alongada, tem mais voltas e listras brancas, a do aruá-do-mato é arredondada e espessa.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Mulher branca de rabo de cavalo e top preto sorrindo enquanto corre ao lado de um homem negro de camiseta cinza, ambos em um dia ensolarado. O texto No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa aparece em destaque, com cuide do que importa em um fundo verde-água. O logo veja SAÚDE está no canto superior esquerdoMulher e homem sorrindo, correndo ao ar livre em um dia ensolarado. Ela veste top e calça preta, ele camiseta branca e cinza. Texto: No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa. Logotipo Veja Saúde
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).