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Cirurgia bariátrica: conheça os tipos, indicações e cuidados com o procedimento

Técnica recomendada para tratar obesidade e doenças associadas a ela teve indicação ampliada em 2025

Por Maurício Brum 1 jul 2025, 15h02
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A cirurgia bariátrica é uma das formas de tratar a obesidade (Arte em papel: Nechaeva/Getty Images e O.Silva/Veja Saúde)
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Favorecida por novos avanços e um melhor entendimento das complicações de saúde associadas à obesidade, a cirurgia bariátrica cada vez mais tem sido uma alternativa para melhorar a qualidade de vida de pessoas com dificuldade para perder peso.

Veja a seguir um guia com as principais informações que você precisa saber sobre ela.

+Leia também: Dossiê bariátrica: 17 perguntas e respostas sobre a cirurgia

O que é a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é um procedimento utilizado para tratar obesidade e doença metabólica, e outros problemas de saúde associados a essas condições.

Ela não deve ser encarada como um “último recurso” para esses problemas, mas só entra em cena após a chamada “falha do tratamento clínico”, quando outras medidas isoladamente não foram capazes de resolver a questão.

Mesmo quando a operação é feita, porém, ela sempre deve ser acompanhada por outras estratégias, que podem envolver alterações na dieta, no estilo de vida, e o uso de medicamentos, conforme o caso.

Como é feita a cirurgia bariátrica? Quais os tipos?

De maneira muito simplificada, pode-se dizer que a cirurgia bariátrica reduz o espaço para a comida no estômago. Isso é feito seguindo quatro tipos principais de procedimento, atualmente realizados preferencialmente com auxílio da videolaparoscopia, que torna a operação menos invasiva e reduz o tempo de recuperação:

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1. By-pass gástrico: parte do estômago é “grampeado” para reduzir o espaço para o alimento ingerido. Também é criada uma nova passagem do estômago para o intestino.

2. Gastrectomia vertical (sleeve): o procedimento tem como foco apenas o estômago, sem fazer alterações no restante do caminho. O volume do órgão é reduzido drasticamente, lembrando uma manga de camisa (daí o nome em inglês “sleeve”).

3. Duodenal Switch: também chamado de derivação biliopancreática com desevio duodenal, é considerado uma “mescla” das duas técnicas acima. São retiradas grandes partes do estômago e do intestino delgado, para reduzir a absorção de calorias.

4. Banda gástrica: um anel de silicone é colocado ao redor do estômago, restringindo seu tamanho. Apesar de ser considerada menos invasiva, a técnica tem sido preterida por trazer resultados menos impactantes que as outras.

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A melhor opção depende de avaliação individualizada feita por seu médico, considerando as características do caso, as comorbidades do paciente e os objetivos buscados com o tratamento.

Quando a bariátrica é indicada?

Desde maio, o Conselho Federal de Medicina (CFM) indica a cirurgia bariátrica para pessoas com índice de massa corporal (IMC) superior a 40 mesmo sem comorbidades, IMC 35 a 40 com comorbidades, e IMC 30 a 35 desde que tenham alguma doença associada a lista pode ser conferida aqui.

Ela pode ser feita em qualquer pessoa a partir dos 16 anos e, com a nova resolução, também pode ser realizada a partir dos 14 em adolescentes com IMC superior a 40 e complicações clínicas que representem um risco à vida.

O IMC é um cálculo que leva em conta a relação entre peso e altura. Saiba como calcular.

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Cuidados e contraindicações

Como qualquer outra cirurgia, a bariátrica traz riscos de complicações pós-operatórias como infecções ou embolia pulmonar. Por isso, é importante que haja um acompanhamento com equipe médica multidisciplinar ao longo de todo o processo, para avaliar riscos e definir estratégias para minimizar problemas.

Pacientes submetidos à bariátrica também devem fazer adequações na dieta e podem apresentar deficiências nutricionais em função das mudanças na absorção dos alimentos após a operação. É fundamental seguir rigorosamente as orientações de médico e nutricionista para garantir a adaptação à nova rotina após o procedimento.

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