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Como ocorre o choque séptico, que matou cantor sertanejo Chrystian

Quadro é resultado de uma infecção generalizada, que normalmente se alastra pelo corpo em função de alguma outra comorbidade

Por Maurício Brum 21 jun 2024, 15h46 | Atualizado em 5 jun 2026, 00h00
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Cantor sertanejo Chrystian faleceu em decorrência de complicações de uma pneumonia associada a comorbidades (Redes sociais/Reprodução)
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O cantor sertanejo Chrystian, da dupla com Ralf, faleceu em 19 de junho em decorrência de um choque séptico.

Aos 67 anos e com a saúde já debilitada por outros problemas de saúde prévios, o artista havia sido internado no Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, para tratar uma pneumonia. No entanto, a infecção já havia se alastrado pelo corpo e o músico não resistiu.

Chrystian vinha convivendo com complicações de saúde nos últimos meses: ele já havia sido internado em fevereiro em função de um quadro de rim policístico e a expectativa era que passasse por um transplante no mês seguinte. No entanto, a necessidade de realizar um cateterismo adiou o procedimento para outubro — o sertanejo teve que tomar remédios anticoagulantes, que impedem a cirurgia.

+Leia também: Rim policístico: conheça a doença do cantor sertanejo Chrystian

Como ocorre um choque séptico

O choque séptico é resultado final de uma infecção generalizada, quando um microrganismo se alastra para diferentes órgãos do corpo, prejudicando suas funções. Normalmente, uma bactéria é a responsável por essa complicação de saúde, mas ela também pode ocorrer como consequência de infecções causadas por vírus e fungos.

A infecção normalmente começa em um lugar definido — como o pulmão ou o trato urinário — e, por deficiências imunológicas, outros problemas de saúde prévios ou tratamentos inadequados, acaba afetando mais órgãos vitais. Mais de um terço dos quadros de choque séptico começa com pneumonias, o problema que levou à última internação de Chrystian.

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Em pessoas sem o sistema imune comprometido, essa evolução é menos comum. Normalmente, o corpo combate infecções de forma eficiente o bastante para mantê-las localizadas — a febre é o sintoma típico dessa resposta do organismo —, mesmo que em muitos casos seja preciso recorrer a medicamentos, como antibióticos, para derrotar de vez os micróbios.

Choque séptico é sempre fatal? O que fazer?

É possível sobreviver a um quadro de sepse, mas o choque séptico é uma emergência médica com altas taxas de mortalidade, mesmo com o paciente submetido a terapia intensiva. Cerca de 40% das pessoas que evoluem para uma forma grave de choque séptico acabam morrendo.

Na maioria dos casos, uma pessoa com sepse já está internada em um hospital quando um choque séptico é identificado. Se por alguma razão essa não for a situação, é fundamental recorrer imediatamente a um serviço de saúde caso alguém que você conheça esteja com febre persistente, falta de ar, tremores e palpitações — são sintomas de uma infecção agravada.

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Os tratamentos variam conforme o caso. Pode ser necessária ventilação de suporte e hidratação intravenosa, além de medicamentos e até cirurgia, dependendo dos órgãos afetados. Só a equipe médica pode definir o caminho mais indicado para cada situação.

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