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Como tratar varizes em 2026: técnicas modernas e como decidir a melhor

O tratamento de varizes evoluiu para técnicas menos invasivas, mas qual a escolha ideal?

Por Andréa Klepacz, cirurgiã vascular* 3 abr 2026, 09h00
Tratamentos para varizes hoje são menos invasivos e trazem diferentes vantagens.
Tratamentos para varizes hoje são menos invasivos e trazem diferentes vantagens. (Designed by Freepik/Freepik)
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  • O tratamento das varizes evoluiu de forma significativa nas últimas décadas. Procedimentos que antes exigiam cortes, internação e recuperação prolongada deram lugar a técnicas menos invasivas, realizadas muitas vezes em regime ambulatorial, com retorno mais rápido às atividades.

    Essa mudança ampliou o acesso ao tratamento e reduziu o impacto no pós-operatório. No entanto, também trouxe uma nova dúvida para pacientes e até para profissionais: qual técnica escolher?

    A resposta não é simples – e passa necessariamente pela individualização.

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    O que mudou no tratamento das varizes

    As varizes são consequência da insuficiência venosa, condição em que as válvulas das veias deixam de funcionar adequadamente, causando refluxo do sangue e dilatação dos vasos.

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    Hoje, diversas técnicas permitem tratar essas veias doentes sem a necessidade de cirurgia convencional.

    Entre elas estão o laser endovenoso e a radiofrequência, que utilizam energia térmica para fechar a veia; a cola cianoacrilato, que promove a oclusão do vaso sem calor; e a ablação mecanoquímica, que combina ação mecânica e química para tratar o refluxo.

    Todas essas abordagens têm em comum o objetivo de excluir a veia doente da circulação, redirecionando o fluxo para veias saudáveis.

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    Os estudos mais recentes mostram que essas técnicas apresentam altas taxas de sucesso, especialmente no tratamento de veias safenas insuficientes. Em muitos casos, os índices de oclusão inicial superam 90%.

    No entanto, existem diferenças em aspectos como recanalização – quando a veia tratada volta a abrir — e necessidade de reintervenção ao longo do tempo. Técnicas térmicas, como laser e radiofrequência, possuem histórico mais longo de acompanhamento e dados consolidados de eficácia.

    Métodos mais recentes, como a cola e a ablação, também apresentam bons resultados, mas ainda não acumulam dados de longo prazo.

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    Outro ponto relevante é o perfil de efeitos colaterais. Técnicas térmicas podem exigir anestesia local mais extensa, enquanto métodos não térmicos tendem a reduzir esse desconforto, embora tenham outras particularidades.

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    Não existe uma técnica ideal para todos

    Apesar da tecnologia disponível, não há uma única técnica considerada “a melhor” para todos os pacientes. A escolha depende de fatores como o tipo de veia acometida, o padrão de refluxo, o diâmetro do vaso, histórico clínico e expectativa do paciente.

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    Aspectos como custo, disponibilidade da tecnologia e experiência do profissional também influenciam na decisão.

    Por isso, a avaliação com um cirurgião vascular é essencial. Exames como o ultrassom Doppler permitem mapear a circulação venosa e orientar a estratégia mais adequada para cada caso.

    Mais importante do que escolher a técnica mais moderna é escolher a técnica mais indicada.

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    O tratamento das varizes nunca foi tão avançado – mas continua sendo, antes de tudo, uma decisão médica individualizada.

    *Andréa Klepacz é cirurgiã vascular e membro da Brazil Health

    (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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