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Elefantíase: conheça a doença que provoca grandes inchaços

Transmitida pela picada de um mosquito contaminado, filariose linfática tem tratamento, mas demanda cuidados e pode desencadear sequelas incapacitantes

Por Luana Pazutti 7 jul 2024, 07h07 | Atualizado em 5 jun 2026, 00h01
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Sintoma mais visível da doença costuma ser o inchaço dos membros inferiores (CDC/Reprodução)
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Causada pelo verme Wuchereria bancrofti, a filariose linfática ou elefantíase é uma das principais doenças responsáveis por incapacidades permanentes ou de longo prazo em todo o mundo.

Com um mosquito como vetor, a doença provoca disfunções no sistema linfático. A principal consequência disso é o acúmulo anormal de líquidos leva à formação de edemas em diferentes partes do corpo, mas especialmente nos membros inferiores, seios e bolsa escrotal.

Nas pernas, o inchaço leva ao sintoma mais característico que confere à filariose o apelido de “elefantíase”, pelo qual é mais conhecida, em referência ao animal.

+Leia também: Com mudanças climáticas, doenças causadas por mosquitos avançam pelo mundo

Como ocorre a transmissão?

A filariose linfática é transmitida pela picada de um mosquito Culex quiquefasciatus, que você deve conhecer como pernilongo. Não é qualquer mosquito, porém, que faz isso: ele precisa estar infectado pelo parasita.

Aqui, vale um parênteses. Esse verme é o causador da doença em regiões tropicais e subtropicais dos continentes africano, asiático e americano. Contudo, nas porções sul e sudeste da Ásia, ela é provocada por parasitas de outra espécie, o Brugia malayu ou Brugia timori.

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Em ambos os casos, o contágio segue a mesma lógica. Após a penetração na pele, as larvas se deslocam rumo aos linfonodos, onde amadurecem. Chegada a fase adulta, os vermes se reproduzem, instalando milhões de microfilárias na corrente sanguínea.

O ciclo de transmissão é reiniciado quando um mosquito pica a pessoa infectada.

Sintomas da filariose linfática

Os sinais da doença são causados apenas pelos vermes adultos e variam de acordo com o desenvolvimento dos parasitas e com o local onde estão alojados. Febre, linfonodos inchados nas axilas e na virilha, dores localizadas e acúmulo de pus nos membros inferiores são comuns em quadros agudos.

Com o passar do tempo, o quadro pode se agravar, pois, ao migrar para os vasos linfáticos, os parasitas instauram um processo inflamatório, que compromete a circulação da linfa. Portanto, é possível identificar edemas e inchaços exagerados nos membros, seios e bolsa escrotal. A hidrocele, que compreende um aumento de volume nos testículos, também pode se manifestar.

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Mas, atenção: outras doenças podem causar inchaços semelhantes, como o linfedema e o lipedema. Pessoas leigas às vezes acabam chamando essas condições de elefantíase equivocadamente, mas o termo só é empregado da maneira correta quando se trata de um caso de filariose linfática.

Elefantíase tem tratamento?

A resposta é positiva: existe tratamento e cura. Entretanto, é preciso atenção aos sintomas, pois a doença pode desencadear sequelas permanentes se não for tratada de forma adequada.

Caso haja suspeita de infecção, a recomendação é procurar atendimento médico. O diagnóstico poderá ser realizado a partir exame direto em lâmina, hemoscopia positiva, ultrassonografia e outros testes.

Em caso de infecção ativa, normalmente, são prescritos comprimidos de dietilcarbamazina (DEC). Administrado por via oral, o medicamento é responsável tanto por eliminar as microfilárias quanto alguns vermes adultos.

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Alguns sintomas exigem cuidados especiais. Quando há inchaço crônico, podem ser indicadas técnicas de drenagem corporal, como um maior consumo de água, o uso de meias de compressão, a elevação do membro afetado e a aplicação de gelo.

Atenção às medidas de prevenção

A elefantíase é considerada sob controle no Brasil atualmente, mas algumas medidas de prevenção contra os mosquitos transmissores são sempre bem-vindas, inclusive porque eles podem ser vetores de outras doenças.

Evitar o acúmulo de lixo e água parada é uma medida efetiva contra a disseminação de mosquitos de modo geral, assim como o uso de repelentes protege contra aqueles que já estão no ar.

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