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Quais são os riscos de usar viagra e tadalafila sem necessidade?

Uso de medicamentos para disfunção erétil sem orientação médica traz perigos à saúde e pode até piorar o problema que se buscava combater

Por Maurício Brum 3 set 2024, 18h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 00h03
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Quando os efeitos colaterais aparecerem, o resultado pode ser bem menos impressionante do que você gostaria (charlesdeluvio/Unsplash)
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Cada vez mais homens vêm usando medicamentos contra a disfunção erétil, como o viagra (sildenafil) e a tadalafila, sem ter uma indicação médica para isso.

Nunca foi tão fácil: com opções variadas em diferentes dosagens, esses fármacos sem venda controlada são bombardeados em anúncios nas redes sociais e encontrados sob os mais variados nomes comerciais.

O princípio não muda: promover uma vasodilatação que garante uma ereção mais longa e, supostamente, mais “impressionante”.

+Leia também: É normal os jovens terem disfunção erétil?

Quais os riscos à saúde do uso indevido?

Sem indicação médica, esses produtos podem aumentar o risco de ter problemas cardiovasculares. Uma das maiores preocupações é a interação com outros medicamentos, como aqueles à base de nitrato — como estes fármacos também são vasodilatadores, pode ocorrer um efeito muito maior do que o desejado.

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Muitas pessoas também fazem uso desses fármacos para contrabalançar o efeito do uso de álcool e de drogas, o que, em alguns casos, é outra situação capaz de potencializar os riscos do medicamento.

Mesmo quando remédios contra disfunção erétil são receitados por um médico, a chance de efeitos colaterais como dores de cabeça e tontura existem para qualquer pessoa. Esses problemas, é claro, podem ser muito exacerbados quando se faz o uso recreativo e descontrolado da “tadala” ou outros remédios similares.

Outro problema recorrente é o chamado priapismo, que ocorre quando uma ereção se prolonga por horas, de maneira dolorosa e capaz de provocar danos ao pênis.

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Impacto psicológico não deve ser desprezado

O costume de usar medicamentos contra a disfunção erétil também pode gerar uma situação de “dependência” em relação ao fármaco: um bloqueio psicológico relacionado à sensação de que a ereção é inalcançável sem recorrer ao comprimido milagroso.

Nessas situações, pode inclusive ocorrer uma situação paradoxal, em que um homem que não tinha problemas de ereção passa a vivenciá-los justamente por ter utilizado o remédio sem precisar.

Se você é capaz de se estimular sexualmente sem recorrer a produtos como o viagra e a tadalafila, é improvável que exista a necessidade de utilizá-los.

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Caso, mesmo assim, você sinta que tem algo a ganhar com esses remédios, busque sempre orientação médica antes de adquiri-los. Só um profissional especializado é capaz de avaliar seu caso e a melhor indicação para cada indivíduo.

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