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Eric Dane: entenda a ELA, doença do ator, e quando ela se torna fatal

Esclerose lateral amiotrófica sempre leva à morte após algum tempo, mas velocidade de progressão dos sintomas pode variar

Por Maurício Brum 20 fev 2026, 09h36 | Atualizado em 5 jun 2026, 08h36
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Novas imagens de Eric Dane foram divulgadas por tabloide britânico (./Reprodução)
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O ator norte-americano Eric Dane morreu na noite de quinta-feira (19), aos 53 anos, de complicações da esclerose lateral amiotrófica (ELA). Mais conhecido por seu papel como o médico Mark Sloan, o “McSteamy” de Grey’s Anatomy, ele faleceu apenas 10 meses após tornar público o diagnóstico da doença neurodegenerativa.

Em outubro, uma foto de Dane em uma cadeira de rodas já havia causado preocupação nos fãs, indicando a progressão rápida de seu caso. Embora a ELA não tenha cura e seja sempre fatal após algum tempo, nem todos os pacientes veem o quadro evoluir tão rapidamente.

Conheça mais sobre a doença e seu desfecho trágico.

O que é e como surge a ELA?

A ELA é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso, caracterizada por uma progressiva atrofia dos músculos. No começo, ela parece ser uma simples perda de força muscular, mas após alguns meses passa a se manifestar com a perda de movimentos.

Em junho do ano passado, apenas dois meses após divulgar que tinha a esclerose lateral amiotrófica, Eric Dane contou em entrevista que já havia perdido os movimentos no braço direito. Em outubro, foi fotografado em uma cadeira de rodas, o que sugeria impactos da doença na marcha.

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Conforme o quadro progride, a atrofia também começa a impedir a pessoa de falar e se alimentar por conta própria, evoluindo até inviabilizar a própria respiração.

Acredita-se que haja um componente genético por trás de alguns casos de ELA, mas ainda não se sabe exatamente o que desencadeia a doença – a maioria dos pacientes, inclusive, não têm histórico familiar conhecido.

Embora vários estudos venham tentando melhorar o prognóstico dos pacientes com o quadro degenerativo, no momento ainda não existe um tratamento capaz de bloquear por completo sua evolução, que invariavelmente leva à morte.

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Quando a doença se torna fatal?

Em geral, a ELA acaba levando a óbito quando a paralisia atinge os sistemas responsáveis pela respiração, fundamentais para a manutenção da vida. A doença costuma ter uma progressão relativamente rápida, mas a maioria dos pacientes chega a viver entre três a cinco anos após o diagnóstico.

No caso de Dane, a morte veio apenas 10 meses após ele divulgar que tinha o problema, em abril de 2025. No entanto, seu quadro parece ter durado cerca de dois anos: ele relatou que os primeiros sintomas foram percebidos no começo de 2024.

Os tratamentos disponíveis atualmente conseguem melhorar a qualidade de vida de pacientes com esclerose lateral amiotrófica e, em alguns casos, retardar o aparecimento dos sintomas. Mas a velocidade da piora depende de fatores individuais que nem sempre podem ser controlados.

Em situações extremamente raras, quando a ELA surge precocemente, há registros de pessoas que conviveram com o quadro por décadas. O exemplo mais famoso é o do físico Stephen Hawking, falecido em 2018, 55 anos após saber que tinha a doença. Mas o mais comum é que o quadro só se manifeste a partir da sexta década de vida, como ocorreu com Eric Dane, o que torna a progressão da atrofia muito mais rápida.

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