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Escala de Bristol: o que é e como ajuda a identificar problemas

Gráficos classificam formato e consistência das fezes, fatores que podem ajudar a avaliar funcionamento do intestino e detectar alterações gastrointestinais

Por Valentina Bressan 9 out 2024, 15h30 | Atualizado em 5 jun 2026, 00h05
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Escala facilita na identificação de casos de prisão de ventre ou diarreia, através da descrição das fezes para o médico (Earl Wilcox/Unsplash)
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Escala de Bristol: o que é e como ajuda a identificar problemas Priorizar nos meus resultados Google

Você provavelmente abandonou o hábito de se despedir do cocô no vaso sanitário na primeira infância, mas observar as fezes antes de dar descarga é uma prática importante para identificar problemas de saúde: a Escala de Bristol é exemplo disso.

Desenvolvida por médicos na Universidade de Bristol na Inglaterra, em 1997, a escala é uma série de gráficos que ajuda a avaliar o funcionamento intestinal com base na classificação das fezes em sete grupos, de acordo com a forma. A intenção era facilitar a comunicação entre médico e paciente e contribuir para diagnósticos mais rápidos.

Conheça a Escala de Bristol

A Escala de Bristol classifica as fezes em sete diferentes grupos.

  • Tipo 1: Fezes pequenas em formato redondo, duras e difíceis de evacuar;
  • Tipo 2: Fezes compostas por pequenos grumos agrupados em um formato alongado;
  • Tipo 3: Fezes alongadas com fissuras na superfície;
  • Tipo 4: Fezes alongadas, lisas e macias;
  • Tipo 5: Pedaços macios de fezes, separados, com bordas definidas e de evacuação fácil;
  • Tipo 6: Fezes em uma massa pastosa e fofa, bordas irregulares;
  • Tipo 7: Fezes totalmente líquidas.

Em geral, quando as fezes são classificadas nos tipos 3, 4 e 5, considera-se que o funcionamento do intestino é saudável. Os tipos 1 e 2 indicam problemas de constipação, e os tipos 6 e 7 são sinais de diarreia.

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Quais problemas de saúde as fezes podem indicar?

Ter diarreia ou constipação pode ser sinal de uma variedade de condições. Por isso, é comum que o clínico geral ou o médico na emergência pergunte sobre a consistência das suas fezes e a frequência com que você vai ao banheiro.

Algumas causas de diarreia são a infecção por bactérias ou vírus, a presença de parasitas intestinais e a intolerância a alimentos. Se for frequente, a diarreia também pode indicar outras condições crônicas e mais graves, como síndrome do intestino irritável, doença de Crohn e colite ulcerativa. Por vezes, o distúrbio intestinal é efeito colateral de alguma medicação.

+Leia também: Exame de fezes: quando fazer e quais os tipos

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A constipação também pode ser sintoma de doenças crônicas intestinais, mas pode resultar de questões mais simples, como a falta de fibras e fluidos na dieta.

Para um intestino sadio, é importante consumir fibras – que podem ser encontradas em frutas e vegetais – e beber água suficiente. Fazer atividade física também é parte das dicas para manter tudo funcionando bem.

A frequência também entra em jogo ao avaliar a saúde intestinal: o recomendado é evacuar pelo menos três vezes por semana. Não deve haver sangue ou muco nas fezes, e o ideal é não sentir dor ou ter de se esforçar na hora de ir ao banheiro. Dores abdominais, azia, gases e sangramento nas fezes são outros sinais de que algo não vai bem no intestino.

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Caso seus hábitos intestinais mudem inesperadamente, vale buscar orientação médica. Pode ser sinal de algum problema que ainda não produziu outros sintomas.

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