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Excesso de gases pode fazer mal à saúde?

Além das dores de barriga e do embaraço social, a flatulência excessiva pode ser um sinal de alerta para alguma doença de fundo

Por Maurício Brum 8 jun 2026, 18h15
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Alívio passa por diferentes alternativas (cookie_studio/Freepik)
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Se você sofre com barriga inchada e flatulência em excesso, é sinal de que está com excesso de gases. A situação é extremamente desconfortável, seja fisicamente ou socialmente, mas será que ela também pode causar problemas de saúde?

Os gases, em si, são parte de um processo natural, e mesmo quando presentes em número maior do que o desejável não costumam ser o estopim para alguma condição de saúde. Mas o contrário pode, sim, ser verdade: se você tem gases demais, eles podem ser o sintoma de algum problema, que demanda investigação médica.

Entenda melhor como se formam os gases e o que pode ser indicado pelo excesso deles.

O que exatamente são os gases intestinais?

Os gases intestinais são resultado de processos naturais relacionados à nossa alimentação. Eles costumam ser formados por dois fatores principais: um deles é a própria fermentação de alimentos no intestino, que ocorre durante a digestão; o outro é a simples ingestão acidental de ar, também conhecida como aerogafia, algo inevitável durante o ato de comer e beber (mas que acaba sendo maior do que o normal em algumas pessoas).

Os gases surgem conforme as bactérias presentes na microbiota intestinal vão quebrando os alimentos, produzindo subprodutos como metano e dióxido de carbono. Alguns alimentos estão mais relacionados a esse processo do que outros, como o feijão, o repolho e o brócolis, mas a lista envolve diferentes produtos com fibras e açúcares em geral.

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Como cada pessoa é única, nem sempre um alimento famoso por causar gases vai gerar o mesmo efeito em todo mundo. Você também pode ter mais sensibilidade a algum item que não gera incômodo em outro indivíduo, por fatores genéticos ou pela própria composição das bactérias que povoam seu intestino.

Já no caso da aerofagia, esse processo acontece com todo mundo! Mas você pode acabar ingerindo mais ar do que o desejável se tem o hábito de mascar chicletes, ou se consome muitas bebidas gaseificadas, por exemplo. Até mesmo conversar demais enquanto come, mastigando mais rapidamente, pode intensificar a entrada de ar onde não deveria.

Que problemas podem estar associados ao excesso de gases?

O excesso de gases, por si mesmo, geralmente é uma questão benigna, apesar de incômoda. Mas ele pode ser sintoma de alguns problemas que exigem atenção médica. O único jeito de ter certeza é visitando um gastroenterologista, especialista no aparelho digestivo, para avaliar se você só precisa de adequações alimentares ou se há alguma questão subjacente a ser tratada.

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Problemas típicos que podem levar ao excesso de gases incluem alergias ou intolerâncias alimentares (com destaque para a doença celíaca e a intolerância à lactose), síndromes inflamatórias intestinais ou o SIBO, um problema em que as bactérias existentes no intestino delgado se proliferam em excesso.

No entanto, vários outras questões de saúde também podem resultar em excesso de gases, incluindo alguns bem preocupantes, como o câncer colorretal.

Por isso, se você sofre com gases constantemente, vale investigar mais a fundo os motivos apra isso.

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Como combater o excesso de gases?

Na maioria dos casos, adequações alimentares e de estilo de vida costumam ser suficientes para amenizar o excesso de gases.

Aprender quais tipos de comida mais geram esse desconforto na sua rotina e reduzi-las, mastigar melhor e manter o corpo ativo (já que o sedentarismo também pode afetar o funcionamento intestinal, deixar a comida mais parada e aumentar a produção de gases) já são boas maneiras de reduzir bastante esse incômodo.

Mas, se os seus gases também estão relacionados a uma questão de saúde, superá-los exige uma abordagem que contemple os problemas de fundo.

Pode ser necessário eliminar por completo algum produto, em casos de alergias ou intolerância, utilizar medicamentos específicos ou até mesmo empregar antibióticos, no caso do SIBO. A melhor alternativa vai depender da avaliação médica sobre seu caso individual.

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