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Febre amarela: doença em macacos em SP reforça importância da vacina

Ao menos cinco infecções foram detectadas em primatas no estado

Por Lucas Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2025, 10h16 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h28
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Vacina é a principal ferramenta de prevenção da febre amarela (Foto: Rodrigo Nunes/MS)
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Febre amarela: doença em macacos em SP reforça importância da vacina Priorizar nos meus resultados Google

O registro de febre amarela em macacos no estado de São Paulo nas últimas semanas despertou o alerta de autoridades de saúde. Até o momento, cinco casos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informa que quatro ocorreram em Ribeirão Preto e um em Pinhalzinho, na região de Campinas. A pasta remanejou mais de 130 mil doses da vacina contra a doença para essass localidades.

O vírus é transmitido por meio da picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O risco de contágio é maior em áreas de mata e zonas rurais, principalmente aquelas que recebem turistas para acampamentos, trilhas e outras atividades.

+ Leia também: O que é a febre amarela e quem deve se vacinar contra ela?

Atualmente, o ciclo da doença é silvestre. Nesse contexto, macacos e outros primatas são os principais hospedeiros e vítimas da doença, e humanos são infectados na mata. Os últimos casos urbanos (quando o Aedes Aegipty é o vetor) foram registrados no país em 1942.

Os animais atuam como sentinelas, apontando a circulação viral em uma região, como explica a médica e doutora em imunologia Ester Sabino, professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP.

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“Os casos em macacos servem como monitoramento. Por isso, é importante que as pessoas não matem esses animais, com a ideia equivocada de que eles transmitem a febre amarela”, resume Ester.

A secretaria orienta que a identificação de macacos mortos deve ser informada às autoridades sanitárias do município — de preferência, diretamente para a vigilância ou controle de zoonoses. Além disso, é recomendado não tocar ou movimentar os animais.

Nesta quinta-feira, 9, representantes da SES e da prefeitura de Ribeirão Preto se reunirão para definir as ações e medidas que serão tomadas para ampliação da vacinação e das ações de vigilância epidemiológica dos primatas.

+ Leia também: De dengue a malária: como os mosquitos mudaram o mundo

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Medidas de prevenção

A vacinação é a estratégia central para a prevenção da febre amarela (confira o esquema abaixo). O imunizante é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário de rotina. No início da semana, o Ministério da Saúde enviou 100 mil doses extras para o estado depois do ocorrido com os símios.

Apesar do episódio, é importante destacar que não há necessidade de vacinação em massa. Devem buscar os postos de saúde apenas aquelas pessoas que nunca foram imunizadas para a febre amarela.

“É um alerta para que quem vive onde foram detectados macacos doentes e nunca tomou a vacina o faça”, enfatiza a médica.

+ Leia também: Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

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Confira as orientações do calendário vacinal estabelecido pelo Ministério da Saúde:

• Crianças de nove meses de vida a menores de 5 cinco anos de idade: uma dose aos nove meses e reforço aos quatro anos (caso não tenha recebido aos nove meses, tomar a qualquer momento, com reforço respeitando intervalo de 30 dias).

• Pessoas a partir de cinco anos que fizeram apenas uma aplicação antes de completarem cinco anos: recebem uma dose de reforço.

• Pessoas de cinco a 59 anos sem imunização: devem tomar dose única, a qualquer tempo.

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• Idosos a partir de 60 anos, que nunca foram vacinados ou sem comprovante: o serviço de saúde deverá avaliar a pertinência e o risco versus benefício da aplicação.

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