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FHC: o que acontece no estágio avançado do Alzheimer?

Fase tardia da doença vai além do declínio da cognição e memória, afetando também autonomia de movimentos e comunicação do paciente

Por Maurício Brum 17 abr 2026, 11h54
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Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está com 94 anos (Alessandro Carvalho/Wikimedia Commons)
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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou ao noticiário nesta semana após ser colocado sob curatela, com um dos filhos passando a representar seus interesses patrimoniais e negociais. Aos 94 anos, FHC enfrenta um diagnóstico de Alzheimer que, segundo as informações que vieram a público junto com a notícia de sua interdição, já estaria em estágio avançado.

A fase tardia da doença neurodegenerativa é a mais severa, e exigir assistência constante para realizar tarefas básicas do dia a dia. Entenda a seguir o que acontece neste cenário.

O que acontece no estágio avançado do Alzheimer?

Em suas fases iniciais, o Alzheimer é caracterizado sobretudo por perdas de cognição que se manifestam principalmente na memória de curto prazo, com sinais sutis (por vezes atribuídos erroneamente à desatenção ou à idade), como o esquecimento de nomes e palavras.

A confusão mental e a dificuldade de organização e planejamento são outras características marcantes. No entanto, a maioria dos pacientes ainda tem muitos momentos de lucidez, e não costumam sentir impactos físicos relacionados ao problema.

Conforme o Alzheimer progride, porém, os sintomas vão piorando. Em etapas intermediárias, a doença pode provocar alterações mais frequentes de humor, disfunções nos padrões de sono e, conforme o caso, há alguns sinais fisiológicos de que o quadro avançou, como a perda do controle sobre o intestino e a bexiga.

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Momentos de lucidez se reduzem, a assistência cotidiana se torna mais necessária, mas a pessoa ainda pode vivenciar momentos esporádicos de relativa normalidade, mantendo interações interpessoais.

No estágio avançado, porém, um paciente com Alzheimer perde drasticamente a capacidade de responder ao ambiente ao redor e interagir com outras pessoas. A comunicação verbal fica reduzida a palavras que podem ser desconexas e tende a desaparecer por completo.

É nessa fase, também, que as consequências físicas se tornam muito mais perceptíveis, pois os efeitos no cérebro não se restringem apenas a memória ou a cognição. Assim, muitos pacientes perdendo progressivamente a capacidade de se movimentar e podendo acabar confinados à cama.

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Com as dificuldades avançadas, a manutenção da saúde depende de assistência profissional 24 horas por dia e já não há momentos de lucidez significativos. O objetivo passa a ser manter a pessoa confortável, especialmente porque, em função da debilidade causada pela doença, ela se torna muito mais propensa a sofrer com outros problemas de saúde potencialmente fatais.

+Leia também: Alzheimer: 7 dicas para se comunicar com alguém com demência

Quanto tempo duram os estágios do Alzheimer?

Não existe uma janela de tempo definida para cada etapa da doença. O período que uma pessoa vive com Alzheimer também varia de acordo com a idade em que o quadro começou a se manifestar e outros aspectos de saúde geral que não se relacionam diretamente com a demência.

Em média, um quadro de Alzheimer costuma progredir ao longo de oito a 10 anos a partir dos primeiros sinais, segundo a Alzheimer’s Society. Mas alguns pacientes podem ter pioras muito mais rápidas do que isso, especialmente quando o diagnóstico ocorre em pessoas já idosas, enquanto outros podem viver por cerca de 20 anos após o começo dos sintomas.

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A fase mais avançada do Alzheimer, por sua vez, costuma durar de um a três anos. Essa etapa progride até a morte do paciente, como consequência direta da doença ou por outros problemas de saúde que venham a surgir em função da debilidade provocada pela idade ou pela própria demência.

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