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“Fico deitada na cama gritando”: entenda doença de Christina Applegate

Atriz americana revelou sofrer com episódios dolorosos associados à esclerose múltipla, doença que descobriu ter em 2021

Por Maurício Brum 7 nov 2024, 16h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 00h06
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Christina Applegate detalhou em podcast seu convívio com a doença (Gage Skidmore/CC BY-SA 2.0/Flickr)
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A atriz Christina Applegate revelou recentemente, em seu podcast, que sofre com dores extremas e crônicas, associadas à esclerose múltipla. Hoje com 52 anos, a protagonista de Dead to Me (“Disque Amiga para Matar”), da Netflix, disse que fica “deitada na cama gritando” por conta dos sintomas.

Applegate destacou a frustração com a dificuldade para executar movimentos cotidianos simples, como segurar um objeto, outro problema recorrente em pacientes com esse quadro.

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica cuja causa exata permanece desconhecida. Ela afeta o sistema nervoso central, gerando sintomas neurológicos que podem variar muito de um paciente para outro. Algum tipo de dor, porém, é algo comum: estima-se que pelo menos dois terços das pessoas com EM convivam com dores diversas.

+Leia também: Esclerose múltipla: o que é, quais são os sintomas e tratamentos

Como é a dor na esclerose múltipla?

A intensidade, duração e localização da dor podem variar muito conforme o caso.

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Alguns dos tipos mais comuns incluem cefaleia, dor nas costas e nos membros superiores e inferiores. Espasmos dolorosos também são típicos de pacientes com EM, embora não ocorram em todos os casos.

Além dessas dores mais recorrentes, alguns pacientes podem experienciar o chamado sinal de Lhermitte, uma sensação de choques na coluna, que pode irradiar para as pernas e braços.

Em casos mais raros, pessoas com esclerose múltipla também sofrem com a neuralgia do trigêmeo, já descrita como a “pior dor do mundo”.

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Outros sintomas da EM

Embora esteja entre as manifestações mais agoniantes da esclerose múltipla, a dor não é o único sintoma. A própria Christina Applegate definiu que seu desespero também vinha da sensação de impotência causada por momentos incapacitantes ligados à EM.

Outros sintomas incluem:

  • Fraqueza ou enrijecimento muscular, o que pode dificultar para segurar objetos, por exemplo;
  • Problemas de equilíbrio;
  • Dormência e perda de sensação nas extremidades;
  • Dificuldade de enxergar;
  • Fadiga;
  • Alterações de humor e cognitivas.
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Como tratar as dores da esclerose múltipla

O tratamento da esclerose múltipla costuma exigir uma abordagem multidisciplinar, com diferentes técnicas, indicadas conforme os sintomas que mais afetam a vida da pessoa.

Para a dor, podem ser empregados medicamentos, fisioterapia e terapia ocupacional. Em algumas situações em que as dores estão associadas aos espasmos musculares e os remédios não são suficientes, técnicas como a estimulação cerebral profunda podem ajudar.

Cada caso deve ser avaliado individualmente pela equipe médica, determinando o melhor curso de tratamento para as necessidades daquele paciente.

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