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Gripe aviária avança nos EUA: Califórnia declara estado de emergência

País norte-americano registrou o primeiro caso grave da doença em humanos, que segue se disseminando entre animais

Por Chloé Pinheiro
20 dez 2024, 12h24
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Vacas estão transmitindo o vírus H5N1 entre si nos Estados Unidos (Ilustração: Midjourney/Veja Saúde)
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Duas notícias recentes dos Estados Unidos reacendem o alerta sobre a gripe aviária, transmitida pelo vírus influenza H5N1. Depois que o primeiro caso grave em humanos foi confirmado no país, o estado da Califórnia declarou estado de emergência devido ao avanço da infecção em vacas de rebanho.

A infecção grave recém-notificada aconteceu em uma pessoa de 65 anos no estado da Louisiana. A agência Associated Press informou que o indivíduo, de gênero não identificado, teve contato com galináceos mortos em uma criação caseira.

Segundo a nota, divulgada no dia 18, o paciente está internado com sintomas respiratórios severos, em estado crítico. No mês passado, um adolescente também foi internado no Canadá. Desde 2003, quando emergiu, o vírus provocou mortes esporádicas em outros países, como China e Camboja.

Emergência na Califórnia

O governo do estado mais populoso dos EUA declarou o estado de emergência no mesmo dia em que o caso grave foi confirmado. Por lá, 34 casos em humanos foram confirmados desde que o H5N1 chegou ao país, todos leves.

Em nota oficial, o governador anunciou que a decisão foi tomada por conta de registros de infecção em rebanhos bovinos. Outros 13 estados também já passaram por isso.

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A ideia é acelerar e sistematizar a resposta do governo ao vírus, acompanhando seu avanço e tomando decisões rápidas caso a transmissão sustentada entre humanos comece a acontecer.

Risco de pandemia?

Qualquer vírus respiratório chama a atenção dos gestores de saúde pública, pois eles se espalham rápido e foram os causadores das últimas grandes pandemias globais, como a de covid-19 e a de H1N1 em 2009.

O H5N1 tem se espalhado com sucesso entre aves migratórias do mundo, incluindo o Brasil, onde também foram identificados casos em leões-marinhos.

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Desde de que foi detectado pela primeira vez nos EUA, em janeiro de 2022, ele infectou 61 humanos, a maioria trabalhadores da pecuária ou pessoas que tiveram contato com animais infectados, como frangos e vacas de criação. Apenas em dois casos, um deles na Califórnia, não foi possível identificar a origem da infecção.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos ainda avaliam o risco para a população como baixo, já que o vírus ainda não está se transmitindo de pessoa para pessoa. Mas o fato de estar disseminado entre mamíferos suscita preocupação, porque pode significar que ele está mais perto de se adaptar para circular entre nós.

+Leia também: Gripe aviária: um perigo que não ameaça só galinhas

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