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Hipertermia: conheça a complicação fatal do calor extremo

Esse descontrole da temperatura corporal costuma ser causado por exposição ao calor e não tem relação com a febre

Por Maurício Brum Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
14 mar 2025, 16h43
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Trabalhadores que passam horas sob o sol estão mais sujeitos a quadros de hipertemia  (FG Trade/Getty Images)
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Hipertermia é o nome dado a um aumento excessivo da temperatura corporal que não está relacionado a uma resposta infecciosa. Ou seja, não segue o mesmo princípio de uma febre, ainda que possa parecer semelhante à primeira vista.

Em uma situação de hipertermia, a temperatura de uma pessoa pode ficar muito acima do normal, chegando a ultrapassar os 40 °C.

Trata-se de uma emergência médica que exige intervenções imediatas para resfriar o corpo, pois o problema pode levar a óbito se não for adequadamente tratado.

Por que a hipertermia acontece?

A hipertermia ocorre quando a termorregulação do corpo (processo natural de controle da temperatura interna) deixa de funcionar adequadamente. A causa mais comum é a exposição prolongada ao calor excessivo, com um risco ainda maior para pessoas que estão diretamente sob o sol.

Existem situações em que a hipertermia também pode ocorrer como consequência de atividades físicas ou do uso de alguns medicamentos. Neste último caso, ela é conhecida como hipertermia maligna, sendo mais comum em contextos cirúrgicos, associada a fármacos usados na anestesia.

+Leia também: Calor excessivo: saiba os sinais de estresse térmico, quadro que pode ser fatal

Sinais de hipertermia

Os sintomas da hipertermia se relacionam com o próprio aumento da temperatura corporal e, com frequência, também são caracterizados por sinais de desidratação, já que é comum que uma pessoa apresente os dois problemas ao mesmo tempo.

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Sintomas incluem:

  • Dor de cabeça e tontura;
  • Transpiração excessiva;
  • Queda na pressão arterial;
  • Respiração ofegante;
  • Cãibras;
  • Perda de consciência

O que fazer em caso de hipertermia

É fundamental interromper aquilo que possa estar contribuindo para a elevação da temperatura corporal, como a exposição ao sol ou a realização de uma atividade física, e imediatamente aplicar técnicas para resfriar o corpo.

Recomenda-se o uso de compressas frias aplicadas sobre pescoço, axilas, virilha e punhos. Quando possível, recomenda-se colocar a pessoa em um banho frio ou borrifar água gelada sobre o corpo, de preferência utilizando algum tipo de ventilação em paralelo, para propiciar um maior resfriamento.

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Como a hipertermia costuma ser acompanhada de desidratação, é importante investir na ingestão de líquidos, que podem precisar envolver reposição eletrolítica, como em soros caseiros ou isotônicos.

Idealmente, o líquido deve estar gelado, contribuindo para o resfriamento do corpo. Casos extremos de desidratação, porém, podem exigir reposição de líquidos por via intravenosa.

Hipertermia não é febre

Apesar de provocar um aumento da temperatura do corpo como em um quadro febril, a hipertermia não tem relação com a febre típica.

A febre é uma resposta do organismo a infecções, com o aumento da temperatura sendo uma forma de enfrentar os microrganismos. Nessas situações o corpo mantém sua capacidade de trabalhar para restabelecer a temperatura normal, salvo em casos extremos.

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Já na hipertermia, essa termorregulação é inviabilizada, exigindo intervenção externa para resfriar o indivíduo. Por conta dessa diferença, não dá para usar medicamentos antitérmicos para combater uma hipertermia.

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