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Influenza A, B, C e D: qual a diferença entre os tipos de gripe?

Temporada de gripe também coloca em cena a sopa de letrinhas dos vírus que causam encrencas. Mas o que muda de um para o outro?

Por Maurício Brum 27 abr 2026, 15h17
Homem idoso sentado sozinho no sofá, coberto com um xale, assoando o nariz.
Idosos são mais vulneráveis à gripe, que pode acarretar pneumonia e síndrome respiratória aguda grave. (Desgined by Freepik/Freepik)
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Quando começa a temporada de gripe, não é preciso passar muito tempo para se dar conta de que elas não são todas iguais. No universo do vírus influenza (e das vacinas contra ele), é comum ouvir falar de gripes do tipo A e do tipo B e, dentro disso, até mesmo subdivisões, como a A/H1N1 e A/H3N2.

Mas, afinal, em meio a tantos nomes e letras, existem diferenças práticas entre os vírus causadores da gripe? E o que dizer dos tipos menos famosos de influenza, o C e o D? Confira um resumo a seguir para não se perder mais nesse abecedário.

Influenza A é historicamente associado a casos mais graves

Ao longo da história, grande parte das epidemias de gripe que mais assustaram o mundo estavam relacionadas ao influenza A: foi o caso da famosa gripe espanhola, que assombrou o mundo entre 1918 e 1920, e mais recentemente da inicialmente chamada “gripe suína”, em 2009, ambos ocasionados pelo influenza A/H1N1.

Nem todos as gripes A têm a mesma severidade, mas esse vírus costuma ter mais risco de agravamento dos sintomas, resultando em hospitalizações e mortes. Crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas estão mais suscetíveis a evoluções perigosas.

O influenza A afeta seres humanos e animais, e também pode ser muito grave quando há infecções entre uma espécie e outra. É o caso, por exemplo, da gripe aviária, que tecnicamente é o influenza A/H5N1.

Influenza B também traz problemas à saúde pública

Afetando virtualmente só seres humanos, o influenza B também pode provocar casos perigosos. Alguns estudos sugerem, inclusive, que determinados surtos do vírus podem ter índices de hospitalização e mortes similares aos da gripe A, quando consideradas as populações mais sujeitas a agravamentos.

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Casos do influenza B causaram preocupação no Brasil em anos recentes e ela é incluída na proteção da vacina da gripe.

Tradicionalmente, as variantes B/Victoria e B/Yamagata circulavam de forma sazonal, mas hoje se acredita que a Yamagata pode ter sido extinta como “efeito colateral” das medidas de isolamento adotadas durante a pandemia de covid-19 – hoje, esta linhagem não é incluída nas vacinas distribuídas no sistema público de saúde, embora possa ser encontrada em imunizantes da rede privada.

Influenza C é mais leve e parece resfriado

Gripe não é resfriado, mas, se há algum tipo de influenza que acaba tendo sintomas semelhantes aos de uma infecção respiratória leve, é o C.

Raramente provoca surtos preocupantes, embora possa ser motivo de alerta em bebês pequenos. Por ser brando e com pouco potencial epidêmico, esse vírus não entra nas vacinas sazonais.

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Influenza D: sem registro em humanos

A quarta letrinha dos influenza, a D, não tem casos conhecidos em seres humanos. Apesar de circular ao nosso redor, o vírus afeta sobretudo rebanhos bovinos e suínos.

Cuidados com a gripe

De modo geral, a prevenção da gripe passa pela aplicação da vacina e por medidas de cuidados básicos que valem para outras infecções respiratórias, como evitar aglomerações, usar máscaras em lugares fechados ou se tiver suspeita de contágio, e higienizar as mãos regularmente.

A vacina deve ser refeita anualmente: sua composição muda para proteger contra os subtipos de influenza que mais circularam na última temporada.

Caso você já tenha contraído a gripe, os cuidados buscam, sobretudo, aliviar os sintomas. Embora exista um antiviral específico para ela, o Tamiflu, ele só costuma ser recomendado para quem está em alto risco de sofrer complicações. Por isso, medicamentos analgésicos e antitérmicos podem ser empregados para aliviar febre, dores e mal-estar, embora não tratem a causa de fundo.

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Deve-se cuidar também da hidratação e manter o repouso sempre que possível. Na grande maioria dos casos, o corpo combate a gripe por conta própria, em cerca de uma semana a 10 dias. No entanto, agravamentos podem ocorrer, levando a uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com pneumonia e complicações associadas e potencialmente fatais.

Isso pode ocorrer com qualquer pessoa, mas o risco é maior em crianças, idosos e pessoas com comprometimento imunológico por outras doenças ou tratamentos de saúde.

Fique atento a sinais de piora dos sintomas, como dificuldade ampliada para respirar ou queda de pressão arterial. É uma boa ideia manter um oxímetro em casa para avaliar a intensidade das moléstias respiratórias. Situações graves exigem internação hospitalar para suplementar oxigênio e outros tratamentos complementares, conforme avaliação médica.

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