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Injeção anticoncepcional: como funciona, quais os tipos e efeitos colaterais

Método contraceptivo de longa duração pode durar até três meses com uma única aplicação, mas não é indicado para todo mundo

Por Maurício Brum 8 Maio 2026, 14h25
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Escolha do método anticoncepcional ideal depende de fatores individuais (Mateus Andre/Freepik)
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Os anticoncepcionais injetáveis são uma alternativa de método contraceptivo para quem não deseja fazer uso das pílulas diárias. Com versões de aplicação mensal e até trimestral, elas reduzem a chance de esquecimento entre uma dose e outra, mas também exigem o apoio de um profissional para aplicar a injeção, que é intramuscular.

Conheça mais sobre esse tipo de anticoncepcional e saiba se ele pode ser uma alternativa para você.

Como funciona a injeção anticoncepcional

A injeção anticoncepcional é um tipo de contraceptivo hormonal, que atua para reduzir drasticamente as chances de uma fecundação ao inibir a ovulação e promover alterações no muco cervical, nas trompas e no endométrio.

A dose é liberada gradualmente de acordo com a duração prevista, seja de um ou três meses, e precisa ser repetida após esse período.

Em geral, indica-se a primeira aplicação no primeiro dia de menstruação, com um intervalo aceitável até o terceiro dia, mas alguns anticoncepcionais específicos podem ter orientação diferente – informe-se antes com seu ginecologista.

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Tipos de injeção anticoncepcional

Os principais tipos de anticoncepcional injetável disponíveis no mercado dividem-se entre aqueles de ação mensal e os que conferem proteção trimestral. Além da duração, também mudam os hormônios presentes na ampola: na mensal, são encontrados o estrogênio e a progesterona; já a trimestral conta apenas com progesterona.

Possíveis efeitos colaterais, riscos e contraindicações

Por ser um método hormonal, a injeção anticoncepcional não é para todo mundo. O uso deve ser feito sempre com a orientação de um médico ginecologista, considerando as alternativas, necessidades e características individuais de saúde de cada paciente.

Efeitos colaterais comuns incluem alterações na menstruação, escapes menstruais (mais presentes na versão trimestral, que em condições normais deve interromper o fluxo), retenção de líquidos que pode gerar alguns quilos a mais na balança, além de náuseas, acne, dor nas mamas e alterações de humor.

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Pessoas com risco de trombose e outros problemas circulatórios, histórico de doenças cardíacas, hepáticas, câncer de mama, tabagismo e diabetes podem ter contraindicação para o uso do anticoncepcional injetável.

Um médico deve ser consultado sobre a viabilidade desse método e as alternativas. A gama de métodos anticoncepcionais inclui também versões implantáveis, dispositivos intrauterinos (DIUs, que podem ser hormonais ou de cobre) e adesivos anticoncepcionais, entre outros.

+Leia também: Mitos, verdades e escolhas sobre a pílula anticoncepcional

Que outros cuidados devem ser tomados com o anticoncepcional injetável?

Esse método contraceptivo deve ser aplicado sempre no intervalo indicado, por um profissional de saúde. Costuma haver um período de tolerância de poucos dias caso você esqueça a data correta da dose, mas as chances de falha aumentam conforme a periodicidade não for seguida.

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Embora a injeção anticoncepcional já comece a agir no momento da aplicação, o primeiro mês de uso ainda pode apresentar um risco maior de falhas, em função do ajuste do corpo à dose.

É recomendado seguir o uso de outros métodos complementares, como preservativos – em qualquer cenário, eles seguem sendo indicados para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), contra as quais o anticoncepcional não protege.

Converse antecipadamente com seu ginecologista sobre a suspensão desse anticoncepcional para tentar engravidar. Devido à ação hormonal mais longa, ele pode exigir um tempo maior do que outros métodos para a restauração da fertilidade após a suspensão do uso.

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