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“Intolerância” ao exercício: entenda a doença de McArdle e seus sintomas

Doença rara afeta o metabolismo de glicogênio e pode causar fadiga, cãibras e até problemas renais graves

Por Thiago Müller 6 ago 2025, 11h30 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h37
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Nível de tolerância ao esforço físico pode variar de pessoa para pessoa (katemangostar/Freepik)
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“Intolerância” ao exercício: entenda a doença de McArdle e seus sintomas Priorizar nos meus resultados Google

A doença de McArdle é uma condição rara relacionada a problemas no metabolismo do glicogênio do corpo, uma substância envolvida na síntese de energia. Relacionada a sintomas físicos que podem prejudicar o desempenho para atividades cotidianas, ela costuma ser apelidada de “intolerância ao exercício”.

Tecnicamente, a condição também é conhecida como doença do depósito de glicogênio tipo V, ou GSD5, na sigla em inglês.

A doença tem origem genética e hereditária, associada a mutações em um gene conhecido como PYGM. Essa alteração leva a uma deficiência nas enzimas necessárias para “quebrar” o glicogênio que deveria ser utilizado nas células musculares durante atividades físicas.

Por isso surge a sensação de “intolerância”: o glicogênio é a reserva energética do músculo. Sem o processamento dele, ocorrem os sintomas desagradáveis.

+Leia também: Conheça a inflexibilidade metabólica, que pode atrapalhar emagrecimento

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Conheça os sintomas

Em geral, os sintomas manifestam-se durante o exercício. Quando feito de forma aguda, pode desencadear episódios de crises, que são reversíveis, mas causam dor e contração excessiva do músculo.

Vale ressaltar que os sintomas nem sempre são clínicos: alguns deles só aparecem em exames laboratoriais. Mas o mais comum é ter sinais claros que afetam a capacidade de realizar determinadas atividades físicas, que incluem:

  • Mialgias
  • Rabdomiólise
  • Insuficiência renal e isquemia muscular (em casos de complicações)
  • Excesso de ácido úrico no sangue
  • Gota
  • Cálculos renais
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Um dos maiores problemas é a rabdomiólise. Quando há a quebra do tecido muscular, esses componentes são liberados no sangue. Isso pode causar dor, fraqueza e urina marrom-avermelhada.

Esse quadro pode causar lesão renal aguda, especialmente quando acompanhado por desidratação, e sepse. Sem tratamento, a rabdomiólise pode até matar. Mas as manifestações do quadro variam bastante, e em alguns casos ela ocorre mesmo sem que a pessoa sinta dor. Por isso, observar alterações na cor da urina após esforços extenuantes é uma maneira de evitar complicações silenciosas.

Vale ressaltar que há grande variabilidade na tolerância ao exercício, assim como o tempo até o aparecimento dos sintomas.

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Normalmente, a doença de McArdle não leva a complicações fatais. Mas sintomas que indiquem um comprometimento renal exigem tratamento urgente.

Ciência ainda busca tratamento eficaz

Ainda não há um tratamento definitivo para a doença de McArdle. A melhor abordagem passa pela prevenção dos sintomas e complicações, com recomendação para abandonar exercícios físicos extenuantes e realizar acompanhamento médico de rotina.

No lugar do exercício pesado, o ideal é optar por uma atividade física mais leve, e ingestão de líquidos antes do exercício. Adequações na dieta também são recomendadas, priorizando carboidratos complexos no dia a dia e alguns mais simples antes de realizar atividades, mesmo leves.

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A melhor estratégia, porém, deve ser definida em conjunto por paciente e médico, conforme as características individuais de cada caso.

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