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Marca de creatina é proibida pela Anvisa por problemas na formulação

Produto foi suspenso por ter menos creatina do que o alegado; também fizeram parte da ação lotes de BCAA e beta-alanina

Por Layla Shasta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jun 2026, 16h43 | Atualizado em 22 jun 2026, 15h41
Pote preto de Creatina IDN Labs, com tampa preta e rótulo azul escuro. A palavra CREATINA está em destaque com um efeito de chama azul, e abaixo lê-se SUPLEMENTO DE CREATINA PARA ATLETAS
Lotes de creatina da marca IDNLABS foram interditados nesta sexta-feira (19). (IDNLABS/Divulgação)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira, 19, uma resolução que suspende a venda de lotes dos suplementos de creatina, BCAA e beta-alanina da marca IDNLABS.

Segundo a resolução, publicada no Diário Oficial da União (DOU), testes de qualidade identificaram diversos problemas nos produtos.

Entre eles, a quantidade de ingredientes nas formulações estava abaixo do prometido na embalagem e a recomendação de uso estava fora dos limites autorizados por lei.

Também de acordo com a Anvisa, os suplementos estavam sendo divulgados com “alegações não autorizadas“.

Além da venda, estão proibidos a distribuição e o uso dos lotes irregulares. Com isso, a empresa iniciou recolhimento voluntário dos seguintes produtos:

  • Suplemento Alimentar de Creatina em Pó (Lotes 0148.05.2025, 0285.05.2025 e 0147.05.2025) 
  • Suplemento Alimentar em Comprimidos BCAA 2-1-1 (Lotes 003.01.2025, 004.01.2025 e 044.01.2025) 
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  • Suplemento Alimentar em Pó Beta Alanina (Lotes 0267.08.2025, 0149.05.2025 e 079.02.2025) 
  • Suplemento Alimentar de Multivitamínicos e Multiminerais em comprimidos revestidos (Lotes 005.01.2026 e 0211.07.2025) 

Em nota, a IDNLABS afirmou que a medida refere-se a “ajustes regulatórios pontuais” necessários após atualizações de parâmetros técnicos e normativos do setor e não estaria associada a desvios de qualidade, pureza ou segurança.

De acordo com a empresa, o BCAA e a Beta-Alanina devem passar por adequações técnicas relacionadas, respectivamente, à revisão do prazo de validade e atualização de informações na rotulagem. “Sem qualquer comprometimento da integridade dos produtos”, completou a marca.

Já em relação à creatina, o laboratório alegou que o produto foi desenvolvido em regularidade com as normativas vigentes na época de sua aprovação, mas “foi posteriormente impactada por atualizações regulatórias”.

A empresa também destacou que, até o momento, não há registro de eventos adversos ou reclamações de consumidores associados aos produtos e disse que mantém rígidos padrões de qualidade, segurança e conformidade regulatória.

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Dois suplementos da Power Supplements: um pote preto de D-Vaster com alienígena verde e um frasco roxo de Omega 3 com 140 cápsulas
Produtos da marca Sanibras ofereciam Ômega-3 e suplementos alimentares voltados ao desempenho esportivo. (Sanibras/Divulgação)

Suplementos Sanibras

Além da IDNLABS, a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão da venda de todos os lotes de todos os suplementos fabricados pela Sanibras.

Segundo a agência, eles também não podem mais ser fabricados, divulgados, nem utilizados.

A empresa Sanibras comercializava suplementos alimentares em cápsulas e outros produtos voltados à reposição de vitaminas e nutrientes.

Entre eles estão versões de ômega-3 e produtos para emagrecimento, além de cápsulas chamadas de “Power Suplementos” para crescimento capilar, pré-treinos e ganho de massa muscular.

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De acordo com a Anvisa, uma inspeção sanitária identificou falhas graves e recorrentes nas Boas Práticas de Fabricação e no sistema de controle de qualidade da empresa.

Entre os problemas apontados estão a falta de estudos para comprovar a estabilidade dos produtos durante o prazo de validade e deficiências nos procedimentos para evitar contaminação e contaminação cruzada.

A agência também informou que os rótulos e materiais de divulgação dos produtos apresentavam alegações terapêuticas e de saúde que não são permitidas pela legislação sanitária.

Cuidados ao comprar suplementos

Suplementos alimentares são caracterizados como produtos para consumo via oral destinados à suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos.

Isso significa que eles não são medicamentos. Esses produtos servem apenas como uma alternativa para complementar a alimentação, caso haja necessidade.

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Assim, eles podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente, por exemplo.

No entanto, muitos suplementos podem apresentar alegações que fogem desse escopo, o que é considerado uma infração sanitária. Este foi o caso dos produtos suspensos nesta sexta-feira.

Por isso, antes de comprar uma caixa, considere que a legislação brasileira proíbe que suplementos alimentares façam alegações como:

  • Perda de peso (emagrecimento);
  • Aumento do foco e concentração;
  • Aumento da imunidade;
  • Melhora no desempenho sexual;
  • Melhora de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual ou à menopausa;
  • Tratamento para doenças degenerativas (como Alzheimer e Parkinson), transtorno do espectro autista, câncer, fibromialgia, gripe, entre outras;
  • Solução para as mais diversas condições como cansaço, falta de sono, estresse, ansiedade, queda de cabelo, má digestão, ressaca, perda de memória, dificuldade de aprendizagem, infertilidade, problemas de audição ou visão;
  • Ganho de massa muscular e aumento da firmeza da pele.

Existem, ainda, diversas outras regras que devem ser seguidas por fabricantes dessa categoria.

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Além de não apresentar falsas promessas, os suplementos alimentares também devem ser feitos somente com ingredientes autorizados pela Anvisa.

Ele ainda precisam, eles próprios, de um tipo de autorização sanitária específico. No site da Anvisa, é possível consultar a lista dos alimentos e suplementos regularizados.

Também no portal da agência, é possível checar quais são as alegações aprovadas para esse tipo de produto.

Você deveria tomar creatina? 

 

 

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