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Mastectomia: conheça os tipos e saiba quando a cirurgia é indicada

Novas técnicas permitem conservar a pele e os mamilos em casos de retirada dos seios devido a câncer de mama

Por Valentina Bressan
16 jan 2025, 13h55
mastectomia
Cirurgia de mastectomia pode ser combinada com diferentes estratégias para reconstrução das mamas (Freepik/Freepik)
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A mastectomia é uma cirurgia realizada desde o século 18 como parte do tratamento do câncer de mama

O desenvolvimento de diferentes técnicas para retirada das mamas modernizou a intervenção, que hoje pode preservar parte do seio e permitir uma reconstrução mais natural. 

O procedimento também pode ser utilizado para prevenir câncer de mama em casos de risco aumentado ou como cirurgia afirmativa de gênero para pessoas trans. 

O que é a mastectomia?

A mastectomia consiste na retirada cirúrgica das mamas – o procedimento pode ser feito em uma das mamas ou em ambas, caso em que é chamada de mastectomia bilateral ou dupla. 

Em geral, a mastectomia é realizada para tratar o câncer de mama que não apresenta metástase, ou seja, que não alcançou outras partes do corpo. 

A depender do tipo de câncer e da localização do tumor, o mamilo, a aréola, a pele da mama e linfonodos próximos também podem ser retirados.

+Leia também: Idade, autoexame: mitos e verdades sobre câncer de mama

Como funciona a mastectomia?

O procedimento é realizado sob anestesia geral e exige de quatro a seis semanas de recuperação.

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A reconstrução mamária é opcional, e pode ser feita tanto com uso de implantes de silicone ou de tecidos retirados de outras partes do corpo da paciente, ou ainda com uma estratégia combinada. 

Cada situação deve ser avaliada individualmente com a equipe médica, mas, em alguns casos, é possível realizar a reconstrução na mesma cirurgia que a mastectomia.

No período de recuperação, drenos são colocados para evitar o acúmulo de líquido na região. É preciso ter cuidado com os curativos e não realizar movimentos bruscos. 

Acompanhamento com psicoterapeuta é recomendado durante todo o processo, que pode afetar a autoestima e prejudicar a saúde mental. 

Tipos de mastectomia

A mastectomia radical é pouco comum hoje em dia. Esse tipo de cirurgia remove a glândula mamária, assim como a pele das mamas, a aréola e o mamilo, e parte dos músculos peitorais. Linfonodos nas axilas também podem ser retirados.

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Na mastectomia radical modificada, os músculos do peitoral são preservados.

A chamada mastectomia simples inclui a retirada da mama, da aréola, do mamilo e de parte da pele. Os linfonodos podem ou não ser removidos, se houver presença de células de câncer neles. 

Quando a reconstrução da mama será feita na sequência da mastectomia, é possível fazer um tipo de cirurgia poupadora da pele. O tecido mamário, o mamilo e a aréola são removidos, mas a pele é preservada. 

A mastectomia poupadora do mamilo pode ser realizada se, durante a análise dos tecidos próximos do mamilo e da aréola, for constatado que não há células cancerosas próximas. 

Em alguns casos de câncer de mama, retirar apenas a parte da mama afetada pelo tumor pode ser uma opção – esse tipo de intervenção é chamada de quadrantectomia ou cirurgia conservadora.

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Mastectomia masculinizadora

A mastectomia afirmativa de gênero contempla diferentes técnicas, que diferem de acordo com o tamanho e o formato das mamas.

Pode ser usada a modalidade periareolar, em que um pequeno corte é feito ao redor da aréola. 

Já a mastectomia subcutânea inclui um corte abaixo do peito e é uma boa opção para mamas pequenas. Para mamas maiores, uma incisão dupla pode ser feita, abaixo e acima de cada seio.

O mamilo pode perder a sensibilidade após a cirurgia. É importante lembrar que esse tipo de mastectomia não elimina o risco de câncer de mama, já que parte do tecido mamário pode ser preservado.

Quando a cirurgia é indicada?

A mastectomia é usada para várias situações em que há câncer de mama. A retirada total das mamas é preferível à cirurgia conservadora quando:

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  • Não há possibilidade de fazer radioterapia;
  • Os tumores são grandes em relação à mama;
  • Há calcificações na mama;
  • Há presença de fatores genéticos que aumentam risco para câncer de mama;
  • Tratamento radioterápico nas mamas já foi realizado;
  • Há dois ou mais tumores próximos na mama;
  • A paciente está grávida ou possui uma doença que contraindica radioterapia;
  • O tipo de câncer de mama é inflamatório;
  • Uma cirurgia conservadora já foi feita e o câncer voltou.

A cirurgia preventiva pode ser indicado quando: 

  • Testes genéticos indicaram mutações que aumentam a probabilidade para câncer de mama, como gene BRCA1 ou BRCA2;
  • Há histórico familiar de câncer de mama;
  • Exames de biópsia diagnosticaram carcinoma lobular in situ – tipo de lesão precursora do câncer de mama;  

Além da mastectomia, o tratamento para o câncer de mama pode incluir radioterapia e quimioterapia.

 

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