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Menos invasão, mais precisão: o futuro do tratamento do câncer de pele

Aproveite o Dezembro Laranja para conhecer avanços no combate aos tumores

Por Cristina Martinez Zugaib Abdalla, pela Brazil Health*
19 dez 2024, 11h15
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Quase 230 mil casos de câncer de pele devem ser diagnosticados no Brasil por ano (Aliaksandr Litviniuk e Dilok Klaisataporn/Getty Images)
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Dezembro é o mês de conscientização sobre o câncer de pele, o tumor mais comum no mundo, com destaque para os carcinomas basocelular (CBC) e espinocelular (CEC).

Neste contexto, tratamentos tópicos estão trazendo novas perspectivas para este tipo de tumor e, às vezes, evitando uma cirurgia.

Embora o melanoma seja uma forma grave e agressiva, esta categoria é mais frequentemente usados para outros tipos, e consiste no uso de medicamentos diretamente sobre a lesão para destruir ou controlar células cancerígenas localmente.

Conheça a seguir algumas delas:

Imunoterapia tópica com imiquimode

O imiquimode é um imunoterápico utilizado para tratar o carcinoma basocelular superficial e lesões precoces do carcinoma espinocelular. Ele estimula o sistema imunológico a produzir interferon-alfa e outras moléculas que ajudam a eliminar as células tumorais.

Sua aplicação tópica pode resultar em taxas de resposta de até 80% em lesões superficiais de CBC. Efeitos colaterais como vermelhidão e crostas são comuns, mas geralmente temporários.

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O lentigo maligno é uma forma de melanoma não invasivo que ocorre frequentemente em áreas de pele expostas ao sol. Caracteriza-se por uma mancha pigmentada que pode se transformar em um melanoma invasivo se não tratada adequadamente.

Tradicionalmente, o tratamento é cirúrgico (padrão-ouro). O imiquimode pode ser utilizado em casos em que não é possível realizar cirurgia e/ou radioterapia. Em estágios iniciais ou em lesões menos extensas, abordagens tópicas podem ser consideradas.

Há evidências que sugerem que o tratamento tópico com imiquimode pode ser eficaz em lesões iniciais, evitando, em alguns casos, a necessidade de cirurgia. Também pode ser considerado como complemento após operação e/ou radioterapia.

Contudo, ainda são necessários mais estudos para padronizar o tempo adequado de tratamento e avaliar sua eficácia a longo prazo.

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5-Fluorouracil (5-FU)

O 5-FU é um agente quimioterápico usado no tratamento de cânceres superficiais, como o carcinoma espinocelular in situ e queratoses actínicas, precursoras do tumor. Ele interfere na síntese de DNA, inibindo a divisão celular das células tumorais.

A aplicação tópica geralmente ocorre durante um período de quatro semanas. Embora seja eficaz, o 5-FU pode causar reações inflamatórias, como eritema, crostas e dor, que indicam a ação do medicamento, mas que, em geral, são temporárias.

+Leia também: Dezembro laranja: câncer de pele na mira

Terapia fotodinâmica (TFD)

A TFD utiliza uma substância fotossensibilizante aplicada na lesão, seguida de exposição à luz para gerar radicais livres que danificam as células tumorais.

É eficaz para carcinomas basocelulares superficiais e queratoses actínicas, sendo uma abordagem minimamente invasiva com bons resultados estéticos. No entanto, pode exigir sessões repetidas e causar reações temporárias, como dor, vermelhidão e crostas.

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Cidofovir tópico

O cidofovir, um antiviral, está sendo investigado para tratar lesões de câncer de pele, especialmente carcinoma basocelular. Embora sua ação neste contexto ainda não seja totalmente compreendida, estudos iniciais mostram resultados promissores, principalmente em tumores resistentes aos tratamentos convencionais. Seu uso tópico é bem tolerado, com poucos efeitos adversos.

Os tratamentos tópicos apresentam várias vantagens: são menos invasivos e preservam a pele ao redor da lesão. Eles são especialmente eficazes em lesões iniciais ou superficiais, quando diagnosticadas precocemente.

No entanto, é essencial monitorar continuamente os pacientes durante o tratamento, pois podem ocorrer reações locais adversas. Além disso, o acompanhamento a longo prazo é crucial para a detecção precoce de recidivas.

O padrão-ouro para a maioria das lesões ainda é a cirurgia. A escolha de um medicamento tópico depende de vários fatores, incluindo o tipo de câncer, localização, agressividade do tumor, estágio da doença e características individuais do paciente.

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O avanço contínuo nas pesquisas pode tornar o tratamento do câncer de pele mais eficaz e com menos efeitos colaterais, proporcionando melhores resultados para os pacientes.

*Cristina Martinez Zugaib Abdalla, médica dermatologista do Hospital Sírio-Libanês

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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