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Nistagmo: o que causa os “olhos dançantes”

Condição que provoca movimento involuntário e repetitivo do olho em diferentes direções não é doença, mas sintoma de alguma disfunção neurológica

Por Maurício Brum Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
2 jan 2025, 12h00
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Apesar de se manifestar nos olhos, distúrbio tem origem neurológica (Freepik/Divulgação)
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Você já ouviu falar em nistagmo? Também chamada de “olhos dançantes”, essa alteração é caracterizada pelo movimento repetitivo (e involuntário) dos olhos, o que pode afetar a capacidade visual. O problema em si não é uma doença, mas um sintoma de outras condições, geralmente com raiz neurológica.

O nistagmo pode ser congênito ou adquirido ao longo da vida, e se manifesta com diferentes tipos de movimento, que também acabam servindo como subdivisões: é possível ter nistagmo vertical, horizontal ou rotatório, dependendo da maneira como os olhos se mexem.

O que causa o nistagmo?

O nistagmo congênito parece ter origem genética hereditária, mas nem sempre é claro o que desencadeia essa alteração em bebês. Em alguns casos, pode estar associado a problemas oculares vindos de nascença, como a catarata congênita ou a ausência da íris. Normalmente, já é possível perceber o movimento involuntário dos olhos até o terceiro mês de vida.

Já o nistagmo adquirido ao longo da vida tem causas mais diversas, podendo ser sequela de algumas condições como lesões cerebrais ou AVCs, ocorrer em paralelo a doenças crônicas como a esclerose múltipla, ou também surgir associado a problemas temporários, como algumas deficiências nutricionais, uso de medicamentos ou inflamações na região do ouvido.

Quais os sintomas do nistagmo?

Além dos movimentos involuntários do olho (que pode afetar um ou ambos os olhos), o nistagmo também se caracteriza por dificuldades de enxergar, como a vista embaçada. É comum que a pessoa apresente fotofobia (desconforto excessivo diante da luz), problemas de percepção na escuridão e para determinar profundidades, por exemplo.

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O transtorno é frequentemente associado a tonturas e dificuldades de equilíbrio. Um sinal típico do nistagmo é manter a cabeça inclinada em uma tentativa de “compensar” a dificuldade de manter o foco com os olhos.

Como tratar?

Por afetar os olhos, o diagnóstico do nistagmo costuma se iniciar com uma visita ao oftalmologista. No entanto, o problema tem origem neurológica, então acaba sendo necessário recorrer posteriormente a um neurologista ou neuro-oftalmologista.

O tratamento varia conforme o caso e não há uma abordagem que funcione para todas as pessoas, sobretudo em casos de nistagmo congênito, para os quais não há resolução definitiva. Se o nistagmo é adquirido, o sintoma pode ceder com o tratamento da causa de fundo, dependendo da origem.

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Em geral, busca-se corrigir os problemas de forma não invasiva, recorrendo a óculos e lentes de contato especiais que tentam minimizar as dificuldades de visão que surgem associadas à condição – embora não corrijam o nistagmo em si.

Em casos mais severos de nistagmo, podem ser necessárias intervenções cirúrgicas para melhorar a visão, conforme avaliação médica.

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