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Novo medicamento contra o Alzheimer chega ao Brasil

Droga é voltada a estágios iniciais e promete ser o primeiro a mudar o curso de evolução da doença

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 Maio 2025, 14h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h34
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Novo medicamento enriquece o leque de opções de médicos e pacientes (Foto: Issarawat Tattong/Getty Images/Veja Saúde)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o primeiro remédio com potencial de interferir na causa do Alzheimer, impedindo a destruição dos neurônios que leva ao colapso cognitivo.

O donanemabe é um anticorpo monoclonal injetável indicado a casos de comprometimento cognitivo leve ou estágio inicial da demência.

Desenvolvido pelo laboratório Eli Lilly, ele busca impedir o acúmulo de placas beta-amiloide no cérebro, um dos fatores por trás da doença neurodegenerativa.

Um dos estudos com a droga evidenciou que ela retarda em 35% a evolução do quadro, que é progressivo.

“Estamos entrando em uma nova era no tratamento, um momento que inspira empolgação, mas também exige cautela e responsabilidade”, avalia a neurologista Claudia Ramos, professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Isso porque o remédio tem efeitos colaterais que exigem acompanhamento e só deve ser prescrito após exames específicos.

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+ Leia também: Demência: quanto tempo de vida existe após o diagnóstico?

Como ele será usado?

O donanemabe, de nome comercial Kisunla, é uma medicação intravenosa aplicada uma vez por mês em centros de infusão.

Por ora, sua indicação se restringirá a pacientes que, por meio de um exame de líquor, confirmarem a presença de proteínas beta-amiloide no sistema nervoso.

A medicação exige monitoramento junto ao médico por ter reações adversas como dores de cabeça e sangramentos cerebrais.

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+ Leia também: Demência não é tudo igual: saiba quais tipos existem e como diagnosticar

O arsenal hoje

A novidade enriquece o leque de opções de médicos e pacientes, veja alguns exemplos.

Risvatigmina e afins

São remédios que inibem uma enzima que degrada neurotransmissores ligados à memória. Reduzem a evolução dos sintomas.

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Memantina e afins

São medicações que atuam em algumas vias cerebrais e buscam também mitigar as manifestações da doença — sem interferir na causa.

Outros fármacos

Pessoas com Alzheimer costumam ter distúrbios comportamentais e psiquiátricos, como agitação e insônia, que podem ser medicados.

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Multiterapia

Uma abordagem interdisciplinar, com psicólogo, nutricionista e terapeuta ocupacional, ajuda a lidar com os desafios.

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