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O que fazer para aliviar a coceira de picadas de mosquitos?

Irritação é resposta alérgica à saliva dos insetos, que "mordem" em busca do nosso sangue

Por Maurício Brum Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
20 jan 2025, 15h30
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Compressas frias e pomadas antialérgicas são maneiras de reduzir a irritação para resistir à tentação de coçar a ferida (Freepik/Divulgação)
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Mais do que o calor extremo, o verão no Brasil também é época em que os mosquitos estão ainda mais presentes no dia a dia. Não importa se você está diante de um pernilongo ou muriçoca, de um borrachudo ou do temido Aedes aegypti: além do zumbido, a maneira que eles se fazem sentir é através da picada.

Mesmo quando os mosquitos não transmitem doenças, a simples “mordida” desses insetos já pode provocar incômodo suficiente para que se queira buscar uma solução.

Saiba mais sobre o que está por trás da coceira e como aliviá-la.

+ Leia também: Com mudanças climáticas, doenças causadas por mosquitos avançam pelo mundo

Por que a picada incomoda tanto?

Os mosquitos vêm em busca do nosso sangue, elemento importante para que as fêmeas possam reproduzir.

Quando nos picam, eles liberam, através da saliva, substâncias com potencial vasodilatador e anticoagulante que facilitam e obtenção do seu alimento. Só que isso também produz uma reação alérgica (quase sempre leve) nos seres humanos, o que resulta na coceira característica.

Picadas de borrachudos são mais incômodas do que as de pernilongo, por exemplo, devido à forma como cada uma ocorre: enquanto o pernilongo tem um ‘bico’ mais longo para puxar o sangue, como se fosse uma agulha comprida, o borrachudo precisa romper a pele para fazer atingir os vasos sanguíneos de forma mais eficaz.

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No geral, porém, o alívio passa por medidas parecidas independentemente do inseto responsável.

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Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya (Foto: Lauren Bishop; Brandon Clifton/CDC)

O que fazer para aliviar o incômodo da picada

Compressas frias podem ajudar com o inchaço e a irritação. Receitas caseiras contra o incômodo – como cremes de cânfora ou mel – não têm eficácia comprovada, e é melhor evitá-las, pois colocar alguma substância sobre a ferida aberta propicia infecções.

Caso a coceira seja muito grande, pode-se apelar para pomadas ou medicamentos antialérgicos (de uso tópico ou oral, conforme o caso), sempre sob orientação médica.

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Tente resistir à tentação de coçar o local da picada, pois essa ação pode causar um novo ferimento que agrava os problemas. Como é difícil se controlar o tempo todo, certifique-se que suas unhas estão curtas e limpas, para evitar abrir feridas que podem infeccionar caso acabe coçando.

+ Leia também: Dengue: qual o melhor repelente para as crianças

Outros cuidados

É importante lembrar que os mosquitos não causam apenas coceira – muitos deles são transmissores de doenças.

Aedes aegypti, associado a problemas como dengue, Zika e chikungunya, é o mais famoso, mas até mesmo o pernilongo comum é vetor de encrencas como a febre oropouche, que aumentou seus casos pelo país em 2024.

Por isso, vale ter atenção a qualquer sintoma além da coceira em si: febre, mal-estar, dores de cabeça ou pelo corpo são indícios de que a picada pode ter vindo acompanhada de alguma doença. Não hesite em buscar orientação médica e, em caso de suspeita de dengue, suspenda o uso de qualquer medicação contraindicada diante dessa doença.

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Algumas pessoas também podem ser especialmente sensíveis às picadas de mosquitos: em vez de uma reação alérgica leve, surge uma resposta exacerbada do organismo que, no limite, pode até levar a um choque anafilático. Se você sentir sintomas típicos de alergia que evoluem para uma dificuldade para respirar, busque imediatamente um serviço de emergência.

A prevenção contra picadas de mosquitos passa por evitar a exposição aos insetos. Isso é feito com o uso de repelentes, inseticidas e mosquiteiros, além da limpeza de áreas onde eles podem se proliferar, como focos de água parada.

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